Destroços de um suposto míssil balístico chinês DF-15A foram encontrados na província de Marib, no Iêmen, em meio à nova escalada do conflito envolvendo os houthis. Segundo fontes ouvidas pela agência iraniana Irna, o armamento pertenceria à Arábia Saudita e teria sido utilizado contra os houthis. A informação, porém, ainda não foi confirmada oficialmente.
Imagens dos destroços mostram o propulsor do míssil. O DF-15A é um míssil balístico de curto alcance, lançado a partir de uma plataforma móvel e movido a combustível sólido.
Desenvolvido pela China na década de 1980, o alcance da família DF-15 varia conforme a versão. O modelo original possui alcance de aproximadamente 600 quilômetros, enquanto versões posteriores podem chegar a cerca de 900 quilômetros.
A China é o único operador da família DF-15 com registro público confirmado. A Arábia Saudita, entretanto, possui histórico de aquisição de mísseis balísticos chineses, incluindo os modelos DF-3A e DF-21. O país nunca reconheceu publicamente a operação do DF-15A.
De acordo com a Irna, este seria o primeiro registro conhecido do uso do DF-15A pelas forças sauditas. A descoberta também pode indicar a existência de um componente ainda não divulgado do arsenal balístico de Riad, considerado uma das áreas mais sigilosas das Forças Armadas sauditas.
Os destroços indicam ainda que o míssil pode ter se separado durante o voo ou caído antes de atingir o alvo. Os houthis, por sua vez, não são conhecidos por possuir sistemas capazes de interceptar esse tipo de armamento.
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