O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou, nesta sexta-feira (4), o registro de 13 candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026. Entre os nomes estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU) e Samara Martins (UP).
Outras cinco candidaturas ainda aguardam julgamento pela Corte eleitoral: Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão) e Veterinário Wilson Grassi (Partido Democrata).
Marçal enfrenta processo de inelegibilidade
A situação de Pablo Marçal é uma das que mais chama atenção entre os registros ainda pendentes. O candidato foi condenado pela Justiça Eleitoral em um processo relacionado ao chamado “concurso de cortes”, realizado durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2024.
Na ocasião, seguidores de Marçal eram remunerados para produzir e divulgar nas redes sociais trechos de vídeos do então candidato. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) entendeu que a estratégia criou uma rede de disseminação em larga escala de conteúdo favorável à candidatura e configurou uso indevido dos meios de comunicação.
Em dezembro de 2025, o TRE-SP manteve a condenação de Marçal a oito anos de inelegibilidade, por 4 votos a 3, além de aplicar multa de R$ 420 mil.
Defesa tenta reverter condenação
Em 5 de agosto, o TRE-SP rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa. Depois, em 21 de agosto, o presidente da Corte estadual, desembargador José Antonio Encinas Manfré, negou o envio do recurso especial ao TSE.
A defesa de Marçal tenta reverter a condenação diretamente no tribunal em Brasília.
Para viabilizar o pedido de registro da candidatura, os advogados obtiveram, em 15 de agosto, uma liminar concedida pelo juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana de Parnaíba (SP). A decisão determinou a regularização provisória da filiação de Marçal ao PRTB.
A candidatura, no entanto, ainda depende da análise do TSE, que deverá avaliar a situação eleitoral do candidato e os recursos apresentados pela defesa.