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Início Brasil

BOMBA: influenciadores investigados no caso Master pela PF ajudaram a impulsionar Cury nas redes

Por Junior Melo
02/set/2026
Em Brasil, Eleições
O candidato a presidente da República Augusto Cury: crescimento nas redes sociais marcado por indícios de anomalias (Campanha de Augusto Cury/Divulgação)

O candidato a presidente da República Augusto Cury: crescimento nas redes sociais marcado por indícios de anomalias (Campanha de Augusto Cury/Divulgação)

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Perfis de influenciadores com milhões de seguidores, alguns deles investigados pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master, passaram a publicar conteúdos favoráveis ao candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) durante o período em que o presidenciável registrou forte crescimento nas redes sociais.

A movimentação ocorre em meio à ascensão de Cury nas pesquisas eleitorais. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 31 de agosto, o candidato passou de 2% para 11% das intenções de voto em uma semana, ficando em terceiro lugar, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39%, e Flávio Bolsonaro (PL), com 33%.

O crescimento também foi acompanhado por uma forte expansão da presença digital de Cury. Segundo levantamento do UOL, o candidato foi quem mais ganhou seguidores no período, enquanto sua equipe atribuiu o avanço à repercussão da campanha. A hipótese de crescimento artificial nas redes, porém, foi levantada em meio à velocidade do aumento, e não há comprovação pública de que tenha ocorrido compra de seguidores ou de engajamento.

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Entre os perfis que publicaram conteúdos sobre Cury estão Alfinetei, Alfinetada, Babadeira e Diferentona. Essas páginas também aparecem entre os perfis investigados pela Polícia Federal em apurações relacionadas à atuação de influenciadores durante a crise do Banco Master.

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, a PF apura se influenciadores receberam recursos para publicar conteúdos coordenados relacionados ao Banco Central e ao Banco Master. A existência da investigação, contudo, não comprova que os mesmos perfis tenham recebido dinheiro para promover Augusto Cury.

Os quatro perfis mencionados publicaram conteúdos favoráveis ao candidato durante a onda de crescimento nas redes. As publicações incluíram tanto mensagens apresentando Cury como possível alternativa na disputa presidencial quanto conteúdos repercutindo sua ascensão nas pesquisas e nas plataformas digitais.

A movimentação chamou a atenção porque ocorreu praticamente no mesmo período em que Cury apresentou crescimento expressivo nas redes e nas pesquisas. Até o momento, entretanto, não há comprovação pública de que a atuação desses perfis tenha causado o avanço eleitoral do candidato ou de que tenha existido uma operação paga para impulsionar sua candidatura.

Cury, que não possui carreira política anterior, passou a ocupar o terceiro lugar nas pesquisas mais recentes. Além da BTG/Nexus, a RealTime Big Data também registrou 11% para o candidato, enquanto a AtlasIntel apontou 7,8%.

Com informações de VEJA

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