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Início STF

BOMBA: Agentes da Abin contestam relatório da PF citado por Moraes contra André Mendonça

Por Junior Melo
06/set/2026
Em STF
Foto: Antônio Augusto/ STF

Foto: Antônio Augusto/ STF

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A União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) divulgou uma nota neste sábado (5) criticando o relatório de inteligência da Polícia Federal citado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão contra o ministro André Mendonça.

Segundo a entidade, o documento divulgado não apresenta características compatíveis com os parâmetros técnicos e metodológicos da atividade de inteligência do Estado.

Intelis questiona uso do relatório

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Na manifestação, a associação afirma que relatórios de inteligência não devem ser utilizados como substitutos de investigações criminais ou como base para formar juízo acusatório.

De acordo com a Intelis, a atividade de inteligência possui regras próprias de coleta, análise, avaliação e validação das informações, com o objetivo de garantir objetividade, consistência e impessoalidade.

A entidade ressaltou que esse tipo de documento não é destinado à produção de provas de autoria e materialidade na persecução penal.

Debate sobre limites da inteligência

Sem citar diretamente Alexandre de Moraes ou André Mendonça, a associação afirmou que o episódio evidencia a necessidade de maior clareza sobre os limites entre inteligência de Estado, atividade policial e investigação criminal.

Na avaliação da Intelis, a ausência de um marco legal mais amplo pode gerar uma “confusão perigosa” entre essas diferentes funções.

Associação defende novo marco legal

A Intelis aproveitou a nota para defender a tramitação do Projeto de Lei 6.423/2025, que propõe estabelecer um marco legal para a atividade de inteligência no Brasil.

O texto prevê regras sobre competências, limites de atuação e mecanismos de controle para os órgãos de inteligência do país.

Relatório está no centro da crise no STF

O documento da Polícia Federal ganhou repercussão após ser reproduzido por Alexandre de Moraes em uma decisão na qual o ministro apontou suposto direcionamento das investigações e um alegado “viés político” de André Mendonça na condução do caso Banco Master.

A utilização do relatório intensificou a crise entre integrantes do STF, da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, que discutem a validade e o alcance das informações produzidas durante a investigação.

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