Por Júnior Melo
A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte pode estar se aproximando de um ponto decisivo. Dados de pesquisas de tracking diário aos quais tive acesso nesta quinta-feira (10) indicam que Allyson Bezerra está a poucos passos de alcançar o percentual necessário para liquidar a eleição já no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Tive acesso aos números internos acompanhados por duas campanhas diferentes. Em um dos levantamentos, Allyson já aparece com 49% dos votos válidos, ficando a pouco mais de um ponto percentual da marca necessária para vencer no primeiro turno. No outro tracking, o candidato aparece aproximadamente dois pontos abaixo da linha dos 50% dos votos válidos.
São números internos, utilizados pelas campanhas para acompanhar diariamente o comportamento do eleitorado, e não pesquisas divulgadas oficialmente. Justamente por isso, devem ser tratados como fotografia de bastidor, mas o fato de levantamentos de duas campanhas apontarem uma distância pequena para uma eventual vitória no primeiro turno chama atenção.
Álvaro cai e pode terminar em terceiro
Outro dado que chama atenção nos levantamentos é o desempenho de Álvaro Dias. Entre os principais candidatos, é ele quem apresenta a queda mais acentuada neste momento da campanha.
Se a tendência observada nesses trackings persistir, existe a possibilidade de Álvaro terminar o primeiro turno na terceira colocação, cenário que representaria uma mudança importante na configuração da disputa.
Cadu, por sua vez, apresentou crescimento, mas em ritmo inferior ao que sua campanha aparentemente precisava para alterar de maneira mais profunda o quadro eleitoral. Ainda assim, seu avanço combinado com a queda de Álvaro aumenta a disputa pela segunda colocação.
Para Allyson, a conta agora é outra. Se conseguir conquistar a pequena parcela de votos que ainda o separaria da maioria absoluta dos votos válidos, poderá transformar a reta final em uma corrida para “matar” a eleição no primeiro turno, evitando qualquer possibilidade de segundo turno.
Naturalmente, tracking não é resultado de urna. A campanha ainda tem semanas decisivas pela frente, com debates, propaganda eleitoral, ataques dos adversários e acontecimentos capazes de interferir na escolha do eleitor.
Mas uma coisa parece clara pelos números que circulam reservadamente entre campanhas: a barreira dos 50% entrou definitivamente no radar da eleição potiguar.
Faltando pouco mais de três semanas para 4 de outubro, Allyson está perto, Álvaro tenta interromper a queda e Cadu busca crescer mais rapidamente.
Muitas emoções ainda estão por vir.
Júnior Melo é jornalista.