O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (10) que a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal contra pessoas ligadas à produção do filme Dark Horse, representa uma nova ofensiva contra seu grupo político. A operação investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas à produção do longa. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama.
Durante declaração nesta quinta, Flávio fez uma referência ao atentado sofrido pelo pai, Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2018.
“A terceira facada já chegou.”
O senador também relacionou a operação à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na quarta-feira (9), determinou a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão ocorreu depois de André Mendonça ter afastado Rodrigues e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, no âmbito de uma investigação relacionada ao caso Dark Horse.
“Ontem uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula, Flávio Dino, deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues do Lula na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos.”
FLÁVIO FALA EM “PERSEGUIÇÃO POLÍTICA”
O candidato afirmou que a operação teria motivação política e acusou instituições públicas de serem utilizadas para interferir na disputa eleitoral. Segundo Flávio, seus adversários estariam reagindo ao cenário eleitoral.
“O fundamento político está muito claro. A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles. Eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência.”
A afirmação sobre pesquisas foi apresentada pelo candidato como parte de sua avaliação sobre o cenário eleitoral. A operação da PF, por sua vez, tem como objeto formal a apuração de possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos destinados à produção de Dark Horse.
“NÃO VÃO PARAR A GENTE”, DIZ CANDIDATO
Flávio também afirmou que pretende manter sua atuação política apesar das investigações e medidas adotadas por instituições públicas.
“Eles estão achando que vão parar a gente. Não vão não. Nem no voto e nem no tapetão.”
Ao final da declaração, o candidato disse que, caso seja eleito, pretende atuar na defesa das instituições e da democracia.
“Como presidente, eu vou proteger as instituições e resgatar a democracia.”
A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) e apura, segundo informações divulgadas sobre a investigação, possíveis crimes relacionados à utilização de emendas parlamentares destinadas ao projeto cinematográfico. Mario Frias é um dos investigados e teve sete armas apreendidas durante o cumprimento dos mandados.
