O Botafogo vive uma das semanas mais turbulentas da temporada após a goleada por 6 a 1 sofrida para o Cienciano, em Cusco, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. A atuação escancarou problemas dentro de campo e aumentou a pressão sobre o técnico Franclim Carvalho e a diretoria.
Mais do que a fragilidade defensiva apresentada na altitude peruana, o confronto também evidenciou a falta de opções no setor ofensivo. O Botafogo teve dificuldades para criar oportunidades e passou boa parte da partida sem conseguir ameaçar o adversário. O único gol alvinegro foi marcado por Matheus Martins.
Elenco sente falta de opções
A avaliação de que o problema não está apenas no treinador ganhou força após a goleada. Franclim foi criticado pelas escolhas e substituições, mas a falta de alternativas no ataque limita as possibilidades de mudança durante as partidas.
Arthur Cabral, Matheus Martins e outros jogadores do setor não conseguiram dar ao time a resposta esperada. Júnior Santos, que poderia representar uma alternativa importante, segue enfrentando problemas físicos.
Nesse cenário, a necessidade de reforços para o ataque passou a ser vista como uma questão urgente. Trocar o treinador, por si só, não resolveria a falta de peças consideradas capazes de mudar o nível da equipe.
Clima de cobrança no vestiário
Depois da derrota histórica, o ambiente no vestiário ficou marcado por tensão e cobrança. Jogadores reconheceram a péssima atuação, enquanto integrantes da diretoria conversaram com líderes do elenco e membros da comissão técnica.
A pressão também chegou às arquibancadas. A torcida organizada Fúria Jovem criticou duramente Franclim Carvalho e pediu “mudanças imediatas” no clube após o resultado.
Franclim está pressionado
O treinador vive seu momento de maior pressão desde que assumiu o Botafogo. Segundo o ge, Franclim ganhou uma sobrevida para o confronto contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro, mas um novo resultado negativo pode provocar mudanças no comando.
A situação ficou ainda mais delicada porque o Botafogo havia terminado a fase de grupos da Sul-Americana invicto e como líder geral, chegando às oitavas com a expectativa de brigar pelo título.
Agora, porém, a equipe precisa de uma reação praticamente histórica. Depois do 6 a 1, terá de vencer o Cienciano por seis gols de diferença para avançar diretamente às quartas de final. Uma vitória por cinco gols leva a decisão para os pênaltis. O jogo de volta será no Nilton Santos, na próxima quinta-feira (20).
Antes disso, o Botafogo enfrenta o Vitória pelo Brasileirão. O resultado pode ser determinante não apenas para a situação de Franclim, mas também para definir o tom da resposta do clube ao vexame em Cusco.
