O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone nesta sexta-feira (21), em uma ligação que durou cerca de 1h20. Entre os principais assuntos tratados pelos dois chefes de Estado esteve a política tarifária adotada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Segundo o Palácio do Planalto, Lula afirmou durante a conversa que as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a imposição das tarifas são infundadas. O presidente brasileiro também destacou que as medidas podem provocar prejuízos não apenas ao Brasil, mas também à economia dos Estados Unidos.
Lula defendeu a retomada das negociações entre os dois países e afirmou que o diálogo deve ser o principal caminho para solucionar os impasses comerciais. A intenção, segundo o governo brasileiro, é buscar uma solução que preserve as relações econômicas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Durante a ligação, Trump teria concordado com a importância de preservar os vínculos comerciais entre os dois países. O presidente norte-americano também sugeriu que as equipes técnicas de Brasil e Estados Unidos voltem a se reunir para discutir as questões relacionadas às tarifas e buscar alternativas para o impasse.
Além da questão comercial, Lula e Trump também trataram do combate ao crime organizado. O presidente brasileiro afirmou que o Brasil possui seus próprios instrumentos e mecanismos para enfrentar as organizações criminosas e que não depende de uma eventual “classificação” internacional para adotar medidas contra as facções.
A conversa ocorre em meio às tensões comerciais entre os dois países e representa uma tentativa de reabrir o canal de diálogo entre os governos. A retomada das negociações pelas equipes técnicas poderá ser um dos próximos passos para discutir os efeitos das tarifas e buscar uma solução para as divergências.
A ligação também reforça a importância da relação econômica entre Brasil e Estados Unidos, dois países com forte fluxo comercial. Para o governo brasileiro, a prioridade é preservar essa relação por meio da negociação e evitar que as medidas tarifárias provoquem impactos maiores sobre empresas, consumidores e as economias dos dois países.