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Início Mundo

NOVIDADE STARLINK: nova antena é mais leve e econômica e consume menos energia, mas reduz velocidade máxima, VEJA

Por Junior Melo
28/ago/2026
Em Mundo, Tecnologia
À esquerda: antena V4; à direita: antena V5 (imagem: reprodução/Starlink)

À esquerda: antena V4; à direita: antena V5 (imagem: reprodução/Starlink)

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A Starlink apresentou uma nova geração de sua antena residencial para internet via satélite. O modelo, chamado Starlink V5, tem dimensões e peso menores que os da versão anterior, além de consumir menos energia. Em contrapartida, a velocidade máxima de download anunciada pela empresa é inferior à do equipamento anterior.

O novo dispositivo foi apresentado pela Starlink na quarta-feira (15), em uma publicação na rede social X.

A antena mede 384 x 306 x 34 milímetros e pesa 1,1 quilo. O modelo anterior, Starlink V4, lançado em 2023, pesa 2,9 quilos e possui dimensões de 594 x 383 x 39,7 milímetros.

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Com o tamanho reduzido, o V5 se aproxima do formato da Starlink Mini, equipamento portátil desenvolvido para instalações temporárias e utilização em movimento. A empresa, entretanto, informa que o novo modelo residencial não foi desenvolvido para uso em veículos.

Outra mudança está relacionada ao consumo de energia. O V5 opera com consumo entre 35 W e 50 W, enquanto o V4 trabalha na faixa de 75 W a 100 W. A redução pode facilitar o uso do equipamento em locais abastecidos por painéis solares, baterias ou nobreaks.

Velocidade máxima é reduzida

Apesar das melhorias em tamanho e consumo, a nova antena apresenta uma redução na velocidade máxima de download informada pela empresa.

No Starlink V4, a velocidade anunciada era superior a 400 Mb/s. No V5, o número passou para mais de 375 Mb/s.

A diferença, porém, não necessariamente representa uma redução equivalente na experiência dos usuários. O desempenho da conexão pode variar de acordo com fatores como congestionamento da rede, localização da antena e capacidade disponível na região.

A ficha técnica do novo equipamento mantém campo de visão de 110 graus, certificação IP67 Tipo 4, relacionada à proteção contra poeira e água, e funcionamento em temperaturas entre -30°C e 50°C.

O kit também passa a incluir o Wi-Fi 6 Router Mini, uma versão mais compacta do roteador. Segundo a Starlink, o equipamento consegue cobrir uma área de até 204 m² e conectar simultaneamente até 235 dispositivos.

Com a redução de tamanho dos componentes, o peso total da embalagem também diminuiu. O conjunto passou de aproximadamente 6,45 quilos para 3,8 quilos, facilitando o transporte e a instalação em telhados e mastros.

Starlink pretende ampliar serviços no Brasil

Ainda não existe uma previsão anunciada para a chegada do Starlink V5 ao mercado brasileiro. Paralelamente, a empresa busca ampliar os serviços oferecidos no país, incluindo tecnologias que permitem estabelecer comunicação diretamente entre satélites e celulares.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) abriu uma consulta pública relacionada a um pedido da Starlink para ampliar sua autorização de uso de radiofrequências. A solicitação está relacionada ao Direct-to-Device (D2D), tecnologia que permite a comunicação entre satélites e smartphones compatíveis sem depender diretamente de torres de telefonia.

O processo não representa uma autorização imediata para o início do serviço. A consulta pública faz parte da análise regulatória e permite que empresas, entidades e consumidores apresentem contribuições antes da decisão da agência.

A discussão também não envolve a autorização para uma nova constelação de satélites. A Starlink já possui permissão para operar uma constelação de quase 12 mil satélites no Brasil.

A análise da Anatel envolve as condições de utilização da faixa S, parte do espectro de radiofrequências utilizada em diferentes serviços de comunicação, além da parcela de capacidade que poderá ser destinada à tecnologia D2D.

Tecnologia é usada em áreas afetadas por emergências

A comunicação direta por satélite vem sendo testada como alternativa para regiões sem cobertura convencional e situações de emergência.

De acordo com informações divulgadas pela Starlink, mais de 1.600 kits foram enviados para auxiliar operações após terremotos na Venezuela. A companhia também afirma ter disponibilizado conexão para famílias afetadas e possibilitado o envio de mensagens de texto por satélite em áreas onde a infraestrutura de telecomunicações havia sido prejudicada.

Os equipamentos também foram utilizados para ajudar na recuperação da conexão de torres de telefonia danificadas.

No Brasil, a Starlink disponibilizou terminais e acesso gratuito à internet para equipes de resgate e serviços essenciais durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.

Apesar de fazerem parte da estratégia de expansão da empresa, o Starlink V5 e o Direct-to-Device são tecnologias diferentes. O novo V5 depende de uma antena instalada no imóvel para fornecer internet, enquanto o D2D busca possibilitar serviços de comunicação diretamente em smartphones compatíveis.

A Starlink informou, em publicação no X, que pretende disponibilizar o V5 em novas áreas conforme a produção do equipamento aumentar. Inicialmente, a expansão mencionada pela companhia está relacionada ao mercado dos Estados Unidos.

A empresa, controlada pela SpaceX, fundada por Elon Musk, ainda não informou quais outros países receberão o novo modelo ou quando isso poderá ocorrer.

Com informações de Exame.

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