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Início Justiça

Movimento da PGR no caso Lulinha é visto como segunda ofensiva contra Mendonça no STF

Por Junior Melo
20/ago/2026
Em Justiça
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

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Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para transferir à primeira instância uma das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seria uma tentativa de retirar o caso da relatoria do ministro André Mendonça. A informação foi divulgada pela colunista Roseann Kennedy.

Segundo a avaliação atribuída aos bastidores da Corte, o movimento seria uma “segunda ofensiva institucional” para afastar Mendonça da condução da investigação. Trata-se, porém, de uma interpretação atribuída a integrantes do tribunal e não de uma posição oficial do STF ou da PGR.

Nesta quinta-feira (20), a PGR solicitou que um dos inquéritos sobre Lulinha seja enviado à primeira instância. O argumento apresentado pelo órgão é que, até o momento, não há autoridades com foro privilegiado envolvidas na investigação que justifiquem a permanência do caso no Supremo. A decisão caberá a Mendonça, que é o relator.

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Investigação envolve suspeitas de tráfico de influência

Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal. Duas investigações estão sob relatoria de Mendonça, enquanto outra é conduzida pelo ministro Flávio Dino.

Uma das apurações investiga suspeitas de tráfico de influência envolvendo negociações relacionadas à venda de um projeto de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. A empresária Roberta Luchsinger também é investigada no caso. As defesas de Lulinha e Luchsinger negam irregularidades.

O pedido da PGR é defendido pela defesa de Lulinha, que afirma não haver autoridade com foro privilegiado ou verba pública envolvida na investigação e considera que o caso deveria tramitar na primeira instância.

Nos bastidores, contudo, interlocutores de Mendonça avaliam que a transferência poderia afastá-lo da condução das apurações. Reportagens recentes também apontam que o ministro tende a manter o inquérito no STF, enquanto Flávio Dino poderia adotar posição semelhante em relação à investigação sob sua relatoria.

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