O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou o pedido feito pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para receber proteção pessoal da Polícia Legislativa Federal durante a campanha eleitoral. Gaspar é candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
O parlamentar havia solicitado uma equipe de segurança para acompanhá-lo durante o período eleitoral. No pedido encaminhado à Presidência da Câmara, Gaspar alegou que sua maior exposição pública e os riscos associados à disputa presidencial justificariam a adoção da medida.
Segundo o deputado, a proteção teria como objetivo preservar sua integridade física e garantir que pudesse exercer suas atividades políticas durante a campanha.
No documento, Gaspar também destacou sua experiência anterior na área de segurança pública. Antes de entrar para a política, ele trabalhou no Ministério Público de Alagoas e ocupou o cargo de secretário estadual de Segurança Pública.
Pedido foi analisado pela Polícia Legislativa
A solicitação acabou sendo rejeitada pela Presidência da Câmara. No despacho que formalizou a decisão, Hugo Motta citou uma manifestação técnica do Departamento de Polícia Legislativa Federal (Depol) e as regras estabelecidas pelo Ato da Mesa nº 213/2025.
O documento que negou o pedido não apresenta, entretanto, detalhes sobre os critérios técnicos utilizados pelo Depol para concluir que a proteção solicitada não seria necessária.
A legislação prevê mecanismos de segurança para candidatos à Presidência da República, e a Polícia Federal estruturou um esquema de acompanhamento dos candidatos ao cargo durante a campanha.
O serviço, porém, não contempla automaticamente os candidatos a vice-presidente. Para obter a proteção, é necessário realizar uma solicitação formal.
Flávio Bolsonaro mantém segurança do Senado
Flávio Bolsonaro decidiu manter a equipe da Polícia Legislativa do Senado que já realiza sua segurança durante o mandato de senador.
Com isso, o candidato optou por não utilizar o esquema de proteção disponibilizado pela Polícia Federal aos candidatos à Presidência.
Alfredo Gaspar informou, por meio de nota, que não pretende contestar a decisão tomada pela Câmara.
“Não vou recorrer da decisão do presidente da Câmara. Agora vou confiar na avaliação do Hugo Motta de que não corro nenhum risco”, declarou o deputado.
