Pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (31), aponta que 53% dos eleitores avaliam a situação econômica do Brasil como ruim ou péssima. Apenas 18% consideram o cenário ótimo ou bom, enquanto 27% classificam a economia como regular.
O resultado mostra uma piora na percepção dos eleitores em relação ao levantamento anterior, divulgado em 24 de agosto. Na ocasião, 50% avaliavam a economia como ruim ou péssima, 17% consideravam a situação boa ou ótima e 32% a classificavam como regular.
Expectativas para os próximos meses
Quando questionados sobre os próximos seis meses, 39% acreditam que a economia brasileira vai melhorar um pouco ou muito. Na pesquisa anterior, esse percentual era de 38%.
Por outro lado, 30% esperam uma piora da situação econômica, contra 29% no levantamento anterior. Outros 22% acreditam que o cenário permanecerá igual, enquanto 9% não souberam ou não responderam.
A expectativa sobre a própria situação financeira é mais positiva: 44% dos entrevistados acreditam que sua condição financeira vai melhorar nos próximos seis meses. Para 14%, a situação deve piorar, enquanto 32% esperam que permaneça como está.
Economia sob Lula e Bolsonaro
Na comparação entre os governos, 45% dos eleitores dizem que a economia está pior atualmente do que durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Outros 39% avaliam que o cenário econômico está melhor sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre os principais problemas do país. A segurança pública aparece em primeiro lugar, citada por 35%, seguida pela saúde pública, com 30%.
Corrupção foi apontada por 19% dos entrevistados, enquanto 17% citaram a educação como um dos principais problemas nacionais.
Pesquisa ouviu 2 mil eleitores
O levantamento ouviu 2.005 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 28 e 30 de agosto.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08900/2026.
Com informações de CNN Brasil.
