A Ucrânia e outros nove países europeus anunciaram nesta segunda-feira (13) a criação de uma coalizão voltada ao fortalecimento da defesa do continente contra mísseis balísticos, armamentos que têm sido utilizados com frequência pela Rússia durante a guerra.
Em comunicado conjunto, os países afirmaram que o objetivo é construir uma capacidade compartilhada de defesa antimísseis para proteger a Europa diante das crescentes ameaças.
“Acreditamos que proteger a Europa exige uma solução abrangente, sob a forma de uma arquitetura integrada de defesa antimísseis, para dissuadir e neutralizar futuras ameaças de mísseis”, diz a nota.
Segundo o comunicado, a experiência adquirida pela Ucrânia ao enfrentar ataques russos será fundamental para o desenvolvimento do projeto.
Países participantes
A coalizão reúne:
- Ucrânia;
- Dinamarca;
- França;
- Alemanha;
- Itália;
- Holanda;
- Noruega;
- Espanha;
- Suécia;
- Reino Unido.
O grupo informou que a iniciativa permanece aberta à adesão de outros países e ainda não divulgou um cronograma para a implantação do sistema de defesa.
Escassez de mísseis Patriot
O anúncio ocorre em meio às dificuldades enfrentadas pela Ucrânia para interceptar ataques russos.
Dados da Força Aérea ucraniana indicam que o país enfrenta escassez de interceptadores e, por isso, não conseguiu derrubar nenhum dos 23 mísseis balísticos lançados pela Rússia em um ataque recente.
Na semana passada, durante a cúpula da OTAN, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a intenção de conceder à Ucrânia licença para fabricar mísseis do sistema de defesa aérea Patriot, considerado um dos principais equipamentos para interceptação de mísseis balísticos.
Especialistas, no entanto, avaliam que a produção nacional desses armamentos poderá levar anos até atingir plena capacidade.
Putin promete resposta
Também nesta segunda-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a adotar um discurso firme diante dos recentes ataques ucranianos contra refinarias, petroleiros e terminais de combustível em território russo.
Segundo Putin, Moscou responderá de forma ainda mais intensa caso novos ataques sejam realizados.
“Onde quer que tentem atingir o território russo, responderemos à altura, mas os nossos ataques serão várias vezes mais poderosos”, declarou o presidente russo.