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Início Mundo

Tensão no Oriente Médio faz preço do petróleo disparar mais de 3%, VEJA

Por Junior Melo
13/jul/2026
Em Mundo
Plataforma de petróleo em alto-mar: tensão no Oriente Médio impulsiona os preços da commodity. (Germano Lüders/Exame)

Plataforma de petróleo em alto-mar: tensão no Oriente Médio impulsiona os preços da commodity. (Germano Lüders/Exame)

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Os preços do petróleo registraram alta superior a 3% nesta segunda-feira (13), impulsionados pelo aumento das tensões militares entre Estados Unidos e Irã e pelo temor de impactos no transporte internacional de energia pelo Estreito de Hormuz.

O petróleo Brent avançava US$ 2,67, equivalente a 3,51%, chegando a US$ 78,68 por barril às 7h43 (GMT). Já o WTI subia US$ 2,48, ou 3,47%, sendo negociado a US$ 73,89 por barril, segundo dados divulgados pela Reuters.

A nova escalada no fim de semana elevou a percepção de risco no Golfo. O governo iraniano afirmou ter atingido instalações norte-americanas e voltou a mencionar a possibilidade de fechamento do Estreito de Hormuz. A Guarda Revolucionária do Irã também declarou ter realizado ataques contra bases dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein.

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“Operadores de transporte adotam uma postura cautelosa e os fluxos de entrada desaceleraram diante do aumento das preocupações de segurança”, afirmaram analistas do banco ANZ, conforme informações da Reuters.

Transporte de petróleo já apresenta impacto

Antes do início do conflito, registrado no fim de fevereiro, o Estreito de Hormuz era responsável pela passagem de aproximadamente um quinto do transporte mundial diário de petróleo e gás natural liquefeito.

O movimento de embarcações na região já começou a sentir os efeitos da instabilidade. Dados de monitoramento indicam que o fluxo de navios caiu para o menor nível em cinco semanas no domingo, quando apenas seis embarcações atravessaram a rota, segundo a consultoria Kpler.

Apesar das ameaças, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o estreito continua aberto para o tráfego comercial, mesmo após o Irã anunciar restrições depois de um incidente envolvendo uma embarcação.

Oferta global segue abaixo dos níveis anteriores ao conflito

A instabilidade também aumenta as incertezas sobre o acordo temporário firmado entre os países no mês passado, que previa a retomada da circulação pela rota e negociações com duração de 60 dias.

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a oferta mundial de petróleo chegou a crescer 4,1 milhões de barris por dia em junho após o acordo. Mesmo assim, o volume permanece 9,4 milhões de barris diários abaixo dos níveis registrados antes do conflito.

No mercado físico, a estatal Abu Dhabi National Oil Company estabeleceu o preço oficial do petróleo Murban para agosto em US$ 80,01 por barril, valor inferior aos US$ 101,48 registrados no mês anterior.

Países buscam alternativas ao Estreito de Hormuz

Diante dos riscos envolvendo a principal rota de exportação do Golfo, bancos e analistas avaliam alternativas para reduzir a dependência do estreito.

O Goldman Sachs estima que a ampliação da rede de oleodutos no Oriente Médio poderá proteger mais de 60% das exportações de petróleo da região contra possíveis interrupções até 2028.

Segundo a instituição, a capacidade alternativa de transporte deve aumentar em 3,8 milhões de barris por dia até 2027 e alcançar crescimento acumulado de 7,3 milhões de barris diários até 2028.

Enquanto isso, estoques de petróleo iraniano armazenados em navios aumentaram após o país ampliar as exportações durante a trégua parcial. No entanto, as vendas perderam ritmo com a migração de refinarias independentes chinesas para fornecedores que oferecem petróleo mais barato, como Iraque, Emirados Árabes Unidos e Catar.

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