A ucraniana Anastasiia Berezovska, de 39 anos, foi encontrada morta nos arredores de Kiev com ferimentos de bala na cabeça, informou a polícia ucraniana nesta terça-feira (7).
Segundo as autoridades, duas pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no homicídio: um ex-integrante das forças de segurança da Ucrânia e um funcionário da Diretoria Principal de Inteligência da Ucrânia, o serviço de inteligência militar do país.
Berezovska era procurada pela Interpol por suspeita de participar de um atentado a bomba ocorrido na semana passada em Mônaco. Ela respondia por acusações de tentativa de homicídio, instalação de explosivos em local público e conspiração criminosa.
De acordo com a investigação conduzida pelas autoridades monegascas, o alvo do ataque era o empresário Vadim Irmolaiev. A explosão deixou ele, sua companheira e o filho feridos.
Segundo o vice-promotor de Mônaco, Morgan Raymond, Berezovska teria deixado um pacote com explosivos em frente a um prédio e acionado a bomba por controle remoto quando as vítimas chegaram ao local. Após o ataque, ela teria fugido a pé para a França e seguido de carro por diversos países europeus, incluindo a Itália e a Alemanha.
As investigações também apontam que a suspeita esteve na região dias antes do atentado e utilizou um disfarce masculino durante parte da ação. Pela complexidade da operação, os investigadores trabalham com a hipótese de que ela não tenha atuado sozinha.
Vadim Irmolaiev obteve cidadania do Chipre em 2019 e foi incluído na lista de sanções da Ucrânia em 2023. Segundo a imprensa ucraniana, a medida foi motivada por supostos negócios mantidos pelo empresário na Crimeia, território anexado pela Rússia em 2014 e reconhecido por Kiev e pela maior parte da comunidade internacional como parte da Ucrânia.
