A crise migratória na fronteira entre Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta ganhou novos contornos nos últimos dias. Centenas de migrantes, incluindo crianças, atravessaram a nado a fronteira em busca de acesso ao território espanhol, aumentando a pressão sobre os serviços de acolhimento da cidade.
Segundo o presidente de Ceuta, Juan Vivas, mais de 1.500 migrantes chegaram à cidade nos últimos dias, em um fluxo médio de cerca de 200 pessoas por dia.
Diante do aumento das chegadas, Vivas classificou a situação como de “urgência absoluta” e afirmou que os centros de acolhimento já estão “sobrecarregados e saturados”.
Ceuta é um enclave espanhol localizado no norte da África e representa uma das principais portas de entrada para a União Europeia. A cidade enfrenta recorrentes ondas migratórias, impulsionadas por pessoas que fogem de conflitos, pobreza e crises humanitárias em diferentes regiões da África e do Oriente Médio.
As travessias são consideradas de alto risco. Muitos migrantes tentam alcançar o território espanhol nadando ou utilizando embarcações precárias, colocando a própria vida em perigo.
O novo aumento no fluxo migratório intensifica a pressão sobre as autoridades espanholas e reacende o debate sobre a gestão das fronteiras externas da União Europeia e a necessidade de cooperação entre Espanha e Marrocos para enfrentar a crise.
