• Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Terra Brasil Notícias
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Conecte-se
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
Terra Brasil Notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Início Brasil

Quase 80% das vítimas de mortes violentas no Brasil são pessoas negras, aponta Anuário

Por Junior Melo
23/jul/2026
Em Brasil
Imagem ilustrativa  • RyanJLane/Getty Images

Imagem ilustrativa • RyanJLane/Getty Images

EnviarEnviarCompartilharCompartilhar

Pessoas negras representaram 79,7% das vítimas de mortes violentas intencionais registradas no Brasil em 2025, de acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O percentual é mais de 24 pontos percentuais superior à participação desse grupo na população brasileira, que corresponde a 55,5%, segundo o Censo 2022 do IBGE.

Ao longo de 2025, o país registrou 40.775 mortes violentas intencionais, o equivalente a uma taxa de 19,1 casos por 100 mil habitantes. O número representa uma redução de 8,2% em relação a 2024 e de 31% na comparação com 2012, primeiro ano da série histórica do Fórum. É também a menor taxa já registrada pelo levantamento e a primeira inferior a 20 mortes por 100 mil habitantes.

O indicador de mortes violentas intencionais (MVI), criado pelo próprio Fórum Brasileiro de Segurança Pública, reúne casos de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial, tanto em serviço quanto fora dele.

Leia Também

Pesquisa mostra ameaça ao domínio histórico do presidente do Senado no Amapá

Juíz nega pedido para excluir vídeo onde Danilo Gentili chama Nikolas Ferreira de “viado” e “bicha”

Turma do TRT-4 decide que demissão pelo WhatsApp não gera direito a indenização por danos morais

Os dados mostram que a população negra é maioria entre as vítimas em todas as modalidades de crimes analisadas. Nos homicídios dolosos, esse grupo representa 79,9% das vítimas.

A maior diferença aparece nas mortes provocadas por intervenção policial, nas quais 82% das vítimas eram pessoas negras, enquanto 17,7% eram brancas. Nos casos de lesão corporal seguida de morte, pessoas negras correspondem a 68,6% das vítimas e pessoas brancas a 30,1%. Já nos registros de latrocínio, os percentuais são de 62,8% e 36,7%, respectivamente.

O levantamento aponta ainda que indígenas e pessoas amarelas aparecem em proporções reduzidas nas estatísticas. Segundo o relatório, isso não elimina a necessidade de estudos específicos e dados mais detalhados sobre essas populações.

Em relação à letalidade policial, a taxa registrada em 2025 foi de 3,5 mortes por 100 mil habitantes entre pessoas negras, contra 1,0 entre pessoas brancas — uma diferença de 3,5 vezes.

O estudo também mostra que as mortes decorrentes de intervenção policial cresceram 3,5% entre pretos e pardos na comparação com 2024, enquanto permaneceram estáveis entre pessoas brancas. Ao todo, foram contabilizados 6.602 casos em 2025, alta de 5,4% em relação ao ano anterior. Essas ocorrências representam 16,2% de todas as mortes violentas intencionais registradas no país, o equivalente a uma em cada seis mortes.

Segundo o Anuário, esse foi o maior número da série histórica. O relatório destaca ainda que, em outubro, a Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, terminou com 122 mortos, entre eles cinco agentes de segurança.

O perfil das vítimas revela que os homens correspondem a 90,8% das mortes violentas intencionais. Nos casos envolvendo intervenção policial, esse percentual sobe para 99,3%.

Os jovens entre 18 e 29 anos representam 41,6% das vítimas. Entre as mortes provocadas por ações policiais, pessoas de 18 a 24 anos concentram aproximadamente 36% dos registros.

Entre crianças e adolescentes, a desigualdade racial também é evidente. Na faixa etária de 0 a 11 anos, 62,6% das vítimas eram negras. Entre adolescentes de 12 a 17 anos, o percentual chega a 86,3%, o equivalente a quase nove em cada dez vítimas.

No caso das mulheres, negras representaram 65,1% das vítimas de feminicídio e 74,6% das demais mortes violentas intencionais.

O Anuário também destaca que, em 2025, foram registrados 1.571 casos de feminicídio, alta de 4% em comparação com o ano anterior. O crime passou a ser tratado como tipo penal autônomo após a entrada em vigor da Lei 14.994, em outubro de 2024. Para manter a comparabilidade histórica, o estudo continuou incluindo os feminicídios no cálculo das mortes violentas intencionais.

O padrão observado nas estatísticas também aparece no sistema prisional. Em 2025, pessoas negras representavam 69,6% da população carcerária brasileira, maior índice desde o início da série histórica, em 2005. Já as pessoas brancas correspondiam a 29,2% dos presos, menor percentual já registrado.

No sistema socioeducativo, 73,7% dos adolescentes em cumprimento de medidas de internação ou semiliberdade se autodeclararam negros, sendo 56,3% pardos e 17,4% pretos. Entre esses jovens, 76,1% tinham entre 16 e 18 anos.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a repetição desse padrão ao longo das últimas duas décadas indica a persistência de desigualdades raciais no funcionamento do sistema de justiça criminal.

O levantamento também registrou aumento nos casos de racismo. Em 2025, foram contabilizados 30.743 boletins de ocorrência, crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Já os registros de injúria racial somaram 21.443 ocorrências, alta de 9,2%.

Pelo segundo ano consecutivo, os casos de racismo superaram os de injúria racial. O relatório relaciona esse cenário às mudanças promovidas pela Lei 14.532/2023, que equiparou a injúria racial ao crime de racismo.

Apesar do aumento, o Fórum aponta que ainda existe falta de padronização entre os estados na forma de registrar esses crimes, o que dificulta comparações nacionais. Em 2025, 26 unidades da federação informaram dados sobre racismo e 25 apresentaram registros de injúria racial.

Os homicídios dolosos encerraram 2025 com 32.914 vítimas, taxa de 15,4 por 100 mil habitantes, representando uma queda de 10% em relação ao ano anterior. O índice ficou abaixo da meta de 16 homicídios por 100 mil habitantes prevista para 2027 pela Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, fazendo com que o objetivo fosse alcançado dois anos antes do previsto.

Entre os indicadores de mortes violentas intencionais, apenas os feminicídios e as mortes decorrentes de intervenção policial apresentaram aumento em relação ao ano anterior.

Mesmo com a redução nacional, sete unidades da federação registraram crescimento nas mortes violentas intencionais em 2025: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é elaborado com base em registros policiais e informações fornecidas pelas secretarias estaduais de Segurança Pública e Defesa Social, além de estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

EnviarCompartilharTweet93Compartilhar148
ANTERIOR

Trump quer que presidente da Fifa se candidate a secretário-geral da ONU, diz jornal

PRÓXIMO

Professora da rede estadual é afastada após fala considerada racista durante aula, VEJA

grupo whatsapp

© 2023 Terra Brasil Notícias

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
  • Conecte-se