Os aeroportos deixaram de ser apenas locais de embarque e desembarque para se tornarem verdadeiros cartões-postais das cidades. Em 2026, o prêmio internacional Prix Versailles selecionou os sete aeroportos mais bonitos do mundo, destacando projetos que unem arquitetura inovadora, sustentabilidade, conforto para os passageiros e valorização da cultura local.
A premiação reconheceu terminais que vão além da funcionalidade e transformam a experiência de viajar em um percurso marcado por design, iluminação natural, áreas verdes e referências à identidade de cada país.
Entre os escolhidos está o novo Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guangzhou Baiyun, na China. Inspirado na cultura Lingnan, típica do sul do país, o projeto utiliza formas que remetem a nuvens, rios e flores para organizar a circulação dos passageiros. Átrios iluminados e jardins internos ajudam a criar um ambiente amplo e acolhedor.
Na Alemanha, o Terminal 3 do Aeroporto de Frankfurt também garantiu lugar na lista. Com cerca de 1,3 milhão de metros quadrados, o complexo foi projetado para funcionar como uma pequena cidade, com ruas e praças que tornam a circulação mais intuitiva. O espaço ainda chama atenção pelas fachadas de vidro e por esculturas cinéticas suspensas que se movimentam continuamente.
A Índia aparece duas vezes entre os destaques. Em Guwahati, o Terminal 2 do Aeroporto Internacional Lokapriya Gopinath Bordoloi foi inspirado na orquídea-bambu, símbolo da região de Assam. O edifício combina arquitetura orgânica, uso de bambu, iluminação natural e elementos que homenageiam as comunidades indígenas locais.
Já o Aeroporto Internacional de Navi Mumbai, inaugurado em 2025 e projetado pelo renomado escritório Zaha Hadid Architects, tem como inspiração a flor de lótus. Sua cobertura em formato de pétalas cria uma identidade visual marcante, complementada por instalações digitais distribuídas ao longo do terminal.
No Camboja, o recém-construído Aeroporto Internacional de Techo foi reconhecido por unir tradição e tecnologia. Projetado pelo escritório Foster + Partners, o terminal utiliza uma estrutura inspirada no trançado artesanal de bambu e rattan, favorecendo a ventilação natural e a entrada de luz. Jardins internos e a presença da flor nacional, a rumduol, reforçam a identidade cultural do país.
Os Estados Unidos também conquistaram duas posições na seleção. O Aeroporto Internacional de Pittsburgh foi concebido para refletir as paisagens das Montanhas Allegheny, com uma cobertura ondulada, amplas áreas envidraçadas e espaços de convivência voltados para o contato com a natureza. Obras de artistas locais completam a experiência dos visitantes.
Fechando a lista está o novo Terminal 1 do Aeroporto Internacional de San Diego, que passou por uma ampla modernização. O projeto reorganizou todo o fluxo de passageiros, integrando áreas de embarque, estacionamento e transporte em um percurso contínuo, intuitivo e mais confortável.
Segundo o Prix Versailles, os aeroportos selecionados representam uma nova geração de infraestrutura aeroportuária, na qual eficiência operacional, sustentabilidade, inovação e identidade cultural caminham lado a lado. Mais do que pontos de passagem, esses terminais se consolidam como símbolos arquitetônicos capazes de transformar a experiência de milhões de passageiros ao redor do mundo.
