Novas pesquisas apontam que o megalodonte (Otodus megalodon), considerado o maior tubarão já conhecido pela ciência, pode ter alcançado cerca de 24,3 metros de comprimento — dimensão semelhante à de dois ônibus urbanos posicionados em sequência.
A estimativa foi apresentada em um estudo publicado na revista científica Palaeontologia Electronica, com base na reanálise de um conjunto de vértebras fossilizadas redescoberto por pesquisadores na Dinamarca.
O trabalho foi conduzido por uma equipe internacional liderada por cientistas da DePaul University, nos Estados Unidos. Os fósseis analisados têm aproximadamente 10,8 milhões de anos e reforçam as evidências de que o megalodonte figurava entre os maiores predadores marinhos que já existiram.
Fósseis foram reencontrados após décadas
Os restos fósseis haviam sido descobertos no fim da década de 1970, na Formação Gram, na Dinamarca. No entanto, o material desapareceu após uma reorganização do acervo realizada em 1989 e, desde então, era conhecido apenas por fotografias utilizadas em pesquisas científicas.
Com a redescoberta das peças, os especialistas puderam realizar uma nova análise detalhada, obtendo informações inéditas sobre o tamanho e a idade do animal.
Entre os fósseis está uma vértebra de 23 centímetros de diâmetro, considerada a maior já registrada em um tubarão e possivelmente a maior vértebra conhecida entre todos os peixes.
Como ainda não foi encontrado um esqueleto completo do megalodonte, estruturas como essa são fundamentais para estimar o porte do animal.
Estimativas sobre tamanho e idade
A partir das vértebras e da comparação com outros registros fósseis, os pesquisadores calcularam que o exemplar analisado poderia medir cerca de 24,3 metros de comprimento.
O estudo também indica que o tubarão teria vivido pelo menos 64 anos e que sua expectativa máxima de vida poderia chegar a aproximadamente 96 anos.
Apesar dos resultados, os autores ressaltam que essas estimativas ainda são consideradas preliminares, já que os cálculos dependem de modelos desenvolvidos com base em fósseis incompletos e poderão ser refinados com futuras descobertas.
