O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que pretende visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante sua passagem pelo Brasil no fim de julho. O encontro, porém, depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), já que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília.
Milei declarou, na sexta-feira (11), em entrevista à rádio argentina Now, que viajará ao Brasil no dia 25 de julho para participar da cerimônia de oficialização da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Segundo o presidente argentino, além do compromisso em São Paulo, ele pretende seguir para Brasília para cumprimentar Bolsonaro.
“No dia 25 de julho, viajo ao Brasil, a convite do candidato a presidente Flávio Bolsonaro. Vou estar em São Paulo e vou dar uma passada também por Brasília para cumprimentar o Jair Bolsonaro”, afirmou Milei.
Atualmente, a decisão que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro estabelece que as visitas são restritas a familiares, advogados e integrantes da equipe médica do ex-presidente. Uma eventual visita de Milei precisaria ser autorizada pelo ministro responsável pelo caso no STF.
Proximidade com o bolsonarismo
Aliado político da família Bolsonaro, Milei já declarou publicamente que considera que o ex-presidente brasileiro sofre uma “perseguição judicial”. A aproximação entre os dois grupos políticos tem sido explorada pela campanha de Flávio Bolsonaro como símbolo de alinhamento com lideranças da direita internacional.
No mês passado, Flávio esteve reunido com Milei na Quinta de Olivos, residência oficial da Presidência argentina, em Buenos Aires.
Após o encontro, o argentino publicou uma foto ao lado do senador brasileiro nas redes sociais com a mensagem: “Se viene la marea azul para Brasil de la mano de Flávio Bolsonaro” (“Vem aí a maré azul para o Brasil pelas mãos de Flávio Bolsonaro”).
Durante um evento da comunidade judaica internacional, Flávio também elogiou a relação com o presidente argentino e afirmou que, caso seja eleito, pretende fortalecer a aproximação entre os dois países.
“A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca”, declarou o senador.
Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária desde março, após decisão judicial relacionada à condenação de 27 anos e três meses de prisão no processo envolvendo a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A medida foi concedida em razão do estado de saúde do ex-presidente.