O conjunto de medidas econômicas anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 já ultrapassa R$ 180 bilhões, segundo levantamento divulgado pela imprensa. As ações foram intensificadas nas semanas que antecederam o início das restrições do período eleitoral e abrangem programas de crédito, incentivos fiscais e aumento de despesas públicas.
Ao todo, foram identificadas 16 medidas econômicas. Destas, seis têm impacto direto nas contas públicas, por meio de aumento de gastos ou renúncia de arrecadação, enquanto outras dez envolvem linhas de crédito subsidiadas.
Entre os principais programas anunciados estão:
- R$ 15 bilhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), destinado ao Desenrola 2.0;
- R$ 21,2 bilhões em financiamento para caminhões e ônibus;
- R$ 10 bilhões para aquisição de máquinas agrícolas;
- R$ 4 bilhões voltados à compra de motocicletas por entregadores;
- Até R$ 30 bilhões para renovação da frota de motoristas de aplicativo.
Banco Central acompanha efeitos
O Banco Central do Brasil informou que acompanhará os impactos das medidas sobre a economia, especialmente em relação à demanda interna e à inflação. Segundo a instituição, os efeitos fiscais do pacote serão considerados nas próximas decisões sobre política monetária.
Governo libera crédito com juros reduzidos
Também nesta semana, o Conselho Monetário Nacional aprovou a liberação de R$ 4 bilhões para instituições financeiras, com juros de 1,25% ao ano, destinados aos programas Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor.
Como os recursos sairão da Conta Única do Tesouro, remunerada pela taxa Selic, técnicos da equipe econômica estimam que a operação poderá gerar um custo de até R$ 500 milhões para a dívida pública, caso todo o valor seja utilizado.