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Início Mundo

Grave: mais dois países da União Europeia pedem para fechar fronteira com Espanha

Por Junior Melo
31/jul/2026
Em Mundo
Crédito da imagem: Marcos Moreno/Anadolu Via Getty Images

Crédito da imagem: Marcos Moreno/Anadolu Via Getty Images

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A cidade espanhola de Ceuta recebeu mais de 40 mil imigrantes em situação irregular desde quinta-feira (30), em sua maioria provenientes de Marrocos e da Argélia. A chegada em massa provocou uma das maiores crises migratórias da história recente da região e aumentou a pressão sobre o governo espanhol.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, classificou a situação como “uma violação da integridade territorial de Espanha” e determinou a mobilização de efetivos militares e policiais para reforçar o controle da fronteira.

O presidente da cidade autônoma de Ceuta, Juan Vivas, também pediu ao governo central a decretação de estado de emergência nacional diante da dimensão da crise.

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A situação provocou reações em diferentes países europeus, com propostas de endurecimento das políticas migratórias e de restrições ao funcionamento do Espaço Schengen em relação à Espanha.

A iniciativa partiu da Itália. O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, declarou apoio ao “encerramento do espaço Schengen com a Espanha”, posição respaldada pela primeira-ministra Giorgia Meloni.

Na França, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou o reforço imediato dos controles na fronteira com a Espanha. Paralelamente, representantes da oposição de direita defenderam limitar a livre circulação dentro do Espaço Schengen.

A Finlândia também se manifestou sobre o episódio. Autoridades do país afirmaram que a Espanha poderá perder o direito de integrar o Espaço Schengen caso não consiga garantir a proteção da fronteira externa da União Europeia.

Em Portugal, o governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre a crise. No entanto, o partido Chega anunciou que apresentará uma proposta para reforçar os controles nas fronteiras terrestres com a Espanha e suspender temporariamente a aplicação do Espaço Schengen entre os dois países.

Segundo a legenda, a medida é motivada pelo elevado fluxo migratório registrado em Ceuta.

“Portugal tem de voltar a controlar quem entra no seu território. A segurança dos portugueses está em primeiro lugar”, afirmou o partido em comunicado enviado ao Jornal de Notícias.

De acordo com estimativas preliminares das autoridades espanholas, reproduzidas por veículos de imprensa do país, aproximadamente 49 mil pessoas atravessaram a fronteira rumo a Ceuta desde quinta-feira. Até o momento, o governo espanhol não divulgou um número oficial de entradas.

Ceuta possui cerca de 83 mil habitantes, conforme os dados mais recentes do censo populacional.

Após o pico da crise, jornalistas que acompanham a situação na fronteira relataram que milhares de migrantes começaram a retornar ao território marroquino.

O jornal El País informou que a direção do fluxo migratório se inverteu, com um número significativamente maior de pessoas deixando Ceuta do que entrando na cidade.

“Milhares de marroquinos regressam ao seu país. A massa mudou de direção. Agora são milhares os que se avistam na praia marroquina a caminho da sua terra, enquanto os últimos que pretendiam entrar em Espanha estão a fazê-lo entre gritos, por água. São infinitamente mais os que saem do que os que entram agora. A situação parece normalizar-se na fronteira”, relatou o periódico.

Imagens exibidas por emissoras espanholas também mostraram centenas de pessoas retornando ao lado marroquino da fronteira.

Ceuta já havia enfrentado uma crise migratória semelhante em 2021, quando cerca de 10 mil pessoas entraram na cidade em um período de 48 horas. Desta vez, porém, o volume de migrantes supera amplamente o registrado naquele episódio.

No lado marroquino da fronteira, na cidade de Fnideq, veículos de comunicação informaram que ocorreram confrontos violentos envolvendo centenas de pessoas que tentavam atravessar para o território espanhol.

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