A menos de três meses das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um conjunto de medidas econômicas que, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, somam cerca de R$ 145 bilhões.
O pacote inclui linhas de crédito para motoristas de aplicativo, taxistas e caminhoneiros, ampliação dos recursos destinados ao Minha Casa, Minha Vida, renegociação de dívidas rurais, apoio a agricultores e outras iniciativas voltadas à economia.
De acordo com a publicação, parte significativa dos recursos corresponde a operações financeiras que ficam fora dos limites do arcabouço fiscal e da meta de resultado primário. Do total, cerca de R$ 128,3 bilhões seriam classificados como despesas financeiras.
Entre as principais medidas está uma linha de R$ 30 bilhões para financiamento da compra de veículos por motoristas de aplicativo e taxistas. Outro destaque é a destinação de R$ 14,5 bilhões para aquisição de caminhões e ônibus por empresas e caminhoneiros.
O programa Minha Casa, Minha Vida também teve reforço de recursos, passando de R$ 24,8 bilhões para R$ 44,8 bilhões, com verbas do Fundo Social e outras fontes de financiamento.
Na última semana, o presidente também assinou medida que prevê a renegociação de dívidas rurais, liberando R$ 9 bilhões do Orçamento para essa finalidade. O governo ainda prepara um novo pacote de apoio a empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Governo defende impacto econômico
Os ministérios da Fazenda e do Planejamento afirmam que a maior parte das medidas não representa custo direto para a União e pode impulsionar a atividade econômica.
Segundo o governo, o pacote tem potencial para gerar mais de 1,9 milhão de empregos, elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em R$ 110,9 bilhões e aumentar a arrecadação em cerca de R$ 45,4 bilhões.
O Executivo sustenta que o aumento dos investimentos e do crédito deve estimular a produção, o consumo e a geração de renda em diversos setores da economia.