• Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Terra Brasil Notícias
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Conecte-se
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
Terra Brasil Notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Início Mundo

Governo do Irã triplica número de execuções no país

Por Junior Melo
17/jul/2026
Em Mundo
Bandeira iraniana sobre a prisão de Evin em Teerã • A bandeira iraniana é vista sobre a prisão de Evin em Teerã, Irã, 17 de outubro de 2022. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Bandeira iraniana sobre a prisão de Evin em Teerã • A bandeira iraniana é vista sobre a prisão de Evin em Teerã, Irã, 17 de outubro de 2022. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

EnviarEnviarCompartilharCompartilhar

Sob o argumento do conflito no Oriente Médio, o regime do Irã teria ampliado o número de execuções de presos políticos, segundo denúncia da organização não governamental Iran Human Rights (IHR), sediada em Oslo e com integrantes dentro e fora do país.

De acordo com a entidade, ao menos 47 presos políticos foram executados desde o início deste ano, número quase três vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve 16 execuções.

Entre os casos acompanhados pela organização está o de Niki Nikbakht, que vive em Osnabrück, no noroeste da Alemanha. Ela afirma viver a angústia de ver os irmãos Hadi, de 45 anos, e Fazlollah, de 50, condenados à morte pela República Islâmica do Irã.

Leia Também

Lula atacou Trump 62 vezes, diz ex-embaixador, VEJA VÍDEO

França aprova projeto que autoriza morte assistida e reacende debate sobre fim da vida

Se Lula retaliar os EUA vamos rever nossas ações, diz governo americano

Ao recordar a situação da família, Nikbakht diz que tenta manter a esperança, apesar do medo constante.

“Fico pensando: e se isso realmente acontecer? E se eu nunca mais vir meus dois irmãos? Mas aí eu digo para mim mesma: ‘Niki, você tem que continuar. Continue lutando. Seja forte. Não deixe isso te destruir.’”, afirmou.

Hadi está preso desde antes do nascimento da filha caçula, hoje com cinco meses de idade, e ainda não teve a oportunidade de conhecê-la.

Segundo o IHR, os dois irmãos fazem parte de um grupo de presos políticos que enfrentam execução iminente. A entidade sustenta que o governo iraniano intensificou a aplicação da pena de morte aproveitando o cenário internacional marcado pelo conflito na região.

Na quarta-feira (15), a organização denunciou a execução de Mohammad Amini Dehaghani, preso após participar dos protestos ocorridos em janeiro. Segundo o IHR, ele foi condenado à morte após o que classificou como um “julgamento injusto”.

A CNN informou que procurou o governo iraniano para comentar as denúncias, mas não havia recebido resposta.

Repressão e críticas internacionais

Quando os protestos se espalharam pelo Irã no fim do ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o governo iraniano contra uma repressão violenta aos manifestantes, afirmando que os Estados Unidos “iriam em seu socorro”.

Apesar do alerta, organizações de direitos humanos afirmam que o regime utilizou força letal para conter os protestos. A agência Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos, afirma ter confirmado mais de 6 mil mortes de manifestantes, além de investigar outras 17 mil ocorrências.

Já o governo iraniano reconhece mais de 3 mil mortes, mas atribui a maior parte delas a “manifestantes violentos”, que, segundo Teerã, integrariam um suposto plano coordenado por Israel.

Posteriormente, Trump declarou que sua postura evitou um número ainda maior de vítimas. Durante a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, o presidente norte-americano voltou a incentivar os iranianos a reagirem contra o regime.

“A América está com vocês. Fiz uma promessa a vocês e a cumpri. O resto dependerá de vocês, mas estaremos lá para ajudar.”

Entretanto, conforme o conflito avançou e os impactos econômicos globais se intensificaram, o discurso da Casa Branca perdeu força. O acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã em 17 de junho, por exemplo, não incluiu referências aos direitos humanos nem à situação dos manifestantes.

Para Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor do IHR, o contexto internacional favoreceu o aumento das execuções.

“Enquanto a atenção da comunidade internacional estava voltada para a guerra, o regime iraniano viu isso como uma oportunidade para executar prisioneiros políticos, porque, em circunstâncias normais, essas execuções levam à condenação internacional e têm um alto custo político.”

Condenações e denúncias de tortura

Segundo organizações de direitos humanos, Hadi e Fazlollah Nikbakht foram presos em 25 de outubro de 2025, quando autoridades tentavam confiscar terras da família em Golpaygan.

Os irmãos já participavam de atividades políticas e apoiavam uma campanha em defesa de um referendo sobre a República Islâmica. No início de junho, ambos foram condenados à morte pelo crime de “fesad fil arz”, expressão da legislação iraniana traduzida como “corrupção na Terra”, sob acusação de incentivar jovens a protestarem contra o governo.

Para Niki Nikbakht, as acusações têm motivação política.

“A República Islâmica nunca quer admitir que tem opositores políticos ou presos políticos. Ela sempre tenta retratar pessoas politicamente ativas como criminosos perigosos, para poder alegar que representam uma ameaça à sociedade e justificar a pena de morte.”

Ela acrescenta:

“Na realidade, isso cria medo na sociedade.”

Embora o governo iraniano afirme que todos os detidos têm direito a um julgamento justo, Nikbakht diz que seus irmãos permanecem presos há meses sem o devido processo legal e que a guerra acelerou a tramitação do caso.

“A guerra realmente teve um impacto.”

Entidades de direitos humanos também acusam o regime de utilizar confissões obtidas sob tortura para fundamentar condenações à morte.

Um dos casos citados é o de Nasser Bakerzadeh, de 26 anos, que apareceu em um vídeo divulgado pela imprensa estatal admitindo ter fotografado instalações policiais e militares.

“Fotografei duas delegacias de polícia e enviei as fotos. Também tirei fotos de um salão em uma instalação da Sepah onde havia soldados.”

Antes de ser executado, porém, Bakerzadeh afirmou à família que havia sido torturado.

“Fui submetido à mais severa tortura psicológica. Eles me deixaram sozinho naquela cela por 20 dias seguidos. Eu tinha perdido a cabeça.”

Mehrab Abdollahzadeh, de 28 anos, também negou as acusações antes da execução.

“Vocês estão ouvindo minha voz da Prisão Central de Urumieh, e esta pode ser a última vez que a ouvem.”

Ele ainda declarou:

“Desde o primeiro dia da minha prisão, eles me forçaram a confessar sob tortura e ameaças, confissões que eram totalmente falsas. Nenhuma das acusações contra mim é verdadeira. Eles sabem disso, e Deus sabe disso. Eu sou inocente.”

Segundo Mahmood Amiry-Moghaddam, esse padrão tem se repetido.

“Todos os presos políticos que foram executados nos últimos três meses, segundo nossos registros, foram condenados com base em confissões obtidas sob tortura.”

Ele acrescenta:

“Eles foram submetidos a longos períodos de confinamento solitário e, obviamente, não houve devido processo legal, nem acesso a um advogado de sua escolha.”

Bakerzadeh e Abdollahzadeh foram executados por enforcamento no início de maio.

O ativista curdo-iraniano Hamid Chapati, que dividiu cela com ambos antes de fugir para o Iraque, afirmou que o clima entre os condenados era de constante apreensão.

“Para Nasser (Bakerzadeh), Mehrab (Abdollahzadeh) e todos os prisioneiros condenados à morte, cada dia pode ser o último e cada momento pode ser o último momento; à noite, eles não conseguem dormir.”

Chapati contou que Bakerzadeh tentou falar com ele pouco antes da execução, mas o encontro nunca aconteceu.

“Quando soube da notícia da execução dele, senti como se eu também tivesse sido executado.”

Enquanto acompanha o caso dos irmãos, Nikbakht afirma que continuará denunciando a situação para mobilizar a comunidade internacional.

“Talvez eu sorria às vezes, mas é tudo o que consigo fazer na frente dos outros – sorrir e parecer forte.”

Ela conclui:

“Por dentro, porém, fico me perguntando: por que isso está acontecendo? Por que as pessoas têm que passar por isso por quererem liberdade? É incrivelmente difícil.”

EnviarCompartilharTweet93Compartilhar148
ANTERIOR

Ronaldinho Gaúcho mantém relacionamento longe dos holofotes há cinco anos, VEJA

PRÓXIMO

Lula atacou Trump 62 vezes, diz ex-embaixador, VEJA VÍDEO

Please login to join discussion
grupo whatsapp

© 2023 Terra Brasil Notícias

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
  • Conecte-se