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Início Brasil

Flávio Bolsonaro defende candidatura própria do PL ao governo de Minas

Por Junior Melo
27/jul/2026
Em Brasil
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)  • Foto: Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) • Foto: Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro

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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, defende que o Partido Liberal (PL) lance um candidato próprio ao governo de Minas Gerais caso o senador Cleitinho (Republicanos) decida não disputar a eleição de outubro. A informação foi confirmada pela Itatiaia.

Segundo a apuração, a direção nacional do PL avalia que somente abriria mão de encabeçar a chapa caso Cleitinho, que aparece entre os principais nomes nas pesquisas de intenção de voto, confirme sua candidatura ao governo mineiro.

Com uma candidatura própria, o partido pretende fortalecer sua presença em Minas Gerais e garantir um palanque estadual para Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial.

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A discussão ocorre em meio às negociações para a formação da chapa da direita no estado. O ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP) passou a articular sua candidatura ao governo com apoio de partidos como PL, Republicanos e da Federação União Progressista, movimento que gerou resistência entre lideranças do Partido Liberal.

Integrantes da legenda alegam que a articulação de Aro desconsiderou nomes que já se colocavam como pré-candidatos do PL, entre eles o ex-prefeito de Betim, Vittório Medioli, e o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe.

A movimentação também provocou insatisfação entre parlamentares ligados ao grupo bolsonarista. O deputado federal Cabo Junio Amaral, por exemplo, não recebeu apoio de Marcelo Aro quando disputou a Prefeitura de Contagem, em eleição na qual o PP optou por apoiar a então prefeita Marília Campos (PT).

Outro nome envolvido nas articulações é o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão. Filiado ao Republicanos, ele deixou o comando da prefeitura após convite de Cleitinho para integrar um eventual projeto eleitoral ao governo estadual.

Segundo interlocutores, o acordo previa que Falcão seria candidato a vice-governador na chapa de Cleitinho. Caso o senador desistisse da disputa, o ex-prefeito assumiria a candidatura ao governo com o apoio do parlamentar.

A relação entre Falcão e Marcelo Aro já havia enfrentado divergências anteriormente. Em 2023, durante a eleição da Associação Mineira de Municípios (AMM), Aro e integrantes do governo estadual apoiaram a candidatura de Marcos Vinicius Bizarro, adversário de Falcão na disputa pela presidência da entidade.

Nos bastidores, a articulação de Marcelo Aro ganhou força após o senador Carlos Viana, que busca a reeleição, filiar-se ao PSD. A partir desse movimento, Aro deixou o governo de Mateus Simões (PSD), onde mantinha indicações em cargos de primeiro escalão e em centenas de funções comissionadas.

De acordo com a reportagem, Aro tentou convencer Mateus Simões a atuar junto às lideranças nacionais para impedir a candidatura de Carlos Viana ao Senado. Após afirmar ter sido “traído” pelo governador, recebeu apoio para disputar o governo de Minas em vez da vaga ao Senado.

Ainda segundo a apuração, Marcelo Aro negociou apoio com Cleitinho e com a direção estadual do Republicanos para viabilizar sua candidatura caso o senador optasse por não entrar na disputa, apresentando ao PL a possibilidade de unificar a direita em torno de seu nome.

As articulações, no entanto, enfrentaram resistência de parlamentares e lideranças tanto do PL quanto do Republicanos.

Diante desse cenário, Flávio Bolsonaro orientou a direção do Partido Liberal a priorizar uma candidatura própria ao governo mineiro caso Cleitinho não confirme sua participação na eleição.

Interlocutores do governo Mateus Simões rejeitam a afirmação de Marcelo Aro de que teria sido traído. Segundo eles, a indicação de Aro para disputar a primeira vaga ao Senado estava assegurada.

Esses interlocutores também afirmam que a passagem de Marcelo Aro pelo governo fortaleceu sua articulação política, permitindo a distribuição de recursos orçamentários a prefeitos mineiros, o que teria ampliado sua base de apoio para uma eventual candidatura ao Senado.

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