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ELEIÇÕES 2026: “Caiado surge como alternativa ao duelo Lula x Bolsonaro, diz Kassab em nova provocação ao PL”

Por Junior Melo
13/jul/2026
Em Política
Foto: Reprodução/ Internet

Foto: Reprodução/ Internet

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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que acredita em cenários distintos para a disputa presidencial de 2026. Segundo ele, em um eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o atual presidente levaria vantagem. Já contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Kassab avalia que o resultado seria favorável ao pré-candidato de seu partido.

“Se for Flávio contra Lula, o Lula ganha. Se for o Caiado contra o Lula, o Caiado ganha”, declarou Kassab em entrevista aos jornalistas Lauriberto Pompeu e Victoria Azevedo, do jornal O Globo.

Kassab, que foi escolhido como candidato a vice na chapa de Caiado, afirmou que Lula teria como explorar a rejeição associada ao nome de Flávio Bolsonaro. Segundo o dirigente, o senador enfrenta dificuldades por causa da ligação direta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Kassab diz que Flávio tem motivos para manter candidatura

Apesar da avaliação sobre um possível segundo turno, o presidente do PSD afirmou que não acredita que Flávio Bolsonaro abandone a disputa presidencial.

“Os números na pesquisa dele são bons, por que ele vai deixar?”, questionou Kassab.

O dirigente, porém, reconheceu que existem problemas internos na campanha do senador e citou os atritos envolvendo integrantes do grupo político bolsonarista.

“A Michelle é esposa do pai do candidato. É possível falar que o candidato não está com problema? Lógico que está”, afirmou, em referência à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

PSD tenta se apresentar como alternativa entre petismo e bolsonarismo

Kassab afirmou que a candidatura de Ronaldo Caiado foi construída para apresentar uma alternativa independente dos dois principais grupos políticos nacionais.

Segundo ele, o PSD teria resistido a aproximações tanto do governo Lula quanto do bolsonarismo para lançar uma chapa própria.

“O PSD foi o único partido que resistiu às abordagens do bolsonarismo e do petismo”, declarou.

O dirigente classificou Caiado como um político de “direita moderada”, destacando sua experiência administrativa e capacidade de diálogo. Para Kassab, a campanha do governador goiano deve se concentrar em propostas e resultados de gestão, evitando uma disputa baseada apenas em ataques aos adversários.

Partido não vai obrigar aliados estaduais a apoiar Caiado

Mesmo com a candidatura presidencial própria, Kassab afirmou que o PSD não pretende impor uma orientação nacional aos candidatos do partido nos estados.

Segundo ele, as alianças regionais terão autonomia e os diretórios estaduais poderão manter diferentes palanques presidenciais.

Como exemplo, citou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, pré-candidato do PSD ao governo estadual. Kassab afirmou que, devido às alianças locais, Paes poderá estar associado a diferentes candidaturas presidenciais no estado.

Kassab critica atuação de Bolsonaro durante tarifaço

Durante a entrevista, o presidente do PSD também criticou a atuação dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante o episódio do tarifaço.

Segundo Kassab, o apoio inicial de Eduardo às medidas teria prejudicado a imagem da família Bolsonaro, enquanto Flávio estaria tentando recuperar espaço político após o desgaste.

O dirigente ainda defendeu mudanças no modelo de distribuição das emendas parlamentares. Para Kassab, o volume de recursos destinados às emendas, estimado em cerca de R$ 60 bilhões no Orçamento, é “um absurdo”, e Caiado deveria defender alterações no sistema.

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