O Itaú voltou ao centro de uma disputa tributária em São Paulo após ser convocado pela CPI do Devedor, da Câmara Municipal, para prestar esclarecimentos sobre débitos que, segundo a Prefeitura, se aproximam de R$ 20 bilhões.
De acordo com a administração municipal, o banco ocupa a primeira posição no ranking dos maiores devedores da cidade. A comissão busca entender os motivos pelos quais os valores ainda não foram quitados e discutir medidas para recuperar os recursos.
Segundo informações apresentadas pela CPI, o caso teve origem em uma autuação relacionada à estrutura utilizada pelo banco em Poá, na Região Metropolitana de São Paulo. A Prefeitura sustenta que o Itaú teria mantido unidades formais no município enquanto sua atividade empresarial permanecia concentrada na capital paulista, o que teria resultado em recolhimento tributário contestado pelo município.
Ainda conforme a Prefeitura, após decisões administrativas e judiciais sobre o caso, foram aplicadas penalidades que elevaram o valor cobrado, incluindo multas previstas na legislação.
No último dia 11 de junho, os vereadores integrantes da CPI aprovaram um requerimento convocando representantes do Itaú para explicar a situação da dívida e os motivos para a ausência de pagamento.
A comissão afirma que a recuperação desses recursos poderia ampliar investimentos em áreas como saúde, educação e segurança pública. Entre os exemplos apresentados pelos parlamentares estão a construção de hospitais e escolas, além da aquisição de ambulâncias e viaturas.
Até o momento, o banco sustenta sua defesa pelas vias administrativas e judiciais, conforme os processos relacionados ao caso.