A decisão do governo federal de retirar do ar conteúdos institucionais durante o período eleitoral teria sido motivada por uma estratégia preventiva para evitar questionamentos sobre propaganda oficial. Segundo a coluna, a medida foi adotada pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e pela Advocacia-Geral da União (AGU) diante da atuação do ministro André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com a publicação, cerca de 150 mil conteúdos da Agência Brasil e da TV Brasil, além de materiais de outros órgãos federais, foram removidos ou ocultados por receio de que pudessem ser interpretados como propaganda institucional durante o período de restrições eleitorais.
A iniciativa também levou ministérios e outros órgãos públicos a desativarem perfis em redes sociais, diante das limitações impostas pela legislação eleitoral. A decisão provocou críticas de entidades ligadas ao jornalismo, que apontaram possíveis impactos sobre a autonomia editorial da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A coluna afirma que a medida reflete um ambiente de maior cautela institucional em razão da atuação do TSE nas eleições de 2026 e cita a disputa de protagonismo entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do processo eleitoral.