A postura adotada por líderes mundiais diante do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula do G7, na França, causou incômodo entre integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo relatos de bastidores.
Trump recebeu tratamento de destaque durante o G7?
Desde sua chegada ao encontro internacional, Trump foi alvo de constantes demonstrações de prestígio por parte de chefes de Estado presentes na reunião.
O presidente americano recebeu elogios públicos e homenagens relacionadas tanto ao seu aniversário de 80 anos quanto ao anúncio recente de um acordo envolvendo Estados Unidos e Irã.
A frase de Trump que chamou atenção dos participantes
Um dos momentos mais comentados da cúpula ocorreu quando uma sessão começou com cerca de uma hora de atraso devido à ausência do líder americano.
Ao entrar na sala, Trump brincou com a situação e declarou: “I’m the boss” (“Eu sou o chefe”), frase que rapidamente repercutiu entre autoridades e observadores do encontro. Veja o vídeo:
“I’m the boss.” 🤣
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) June 17, 2026
— @POTUS arrives for a working session at the G7 summit in France pic.twitter.com/BvAamZo0sD
Como as homenagens reforçaram o protagonismo do presidente americano?
O destaque dado ao presidente dos Estados Unidos foi percebido em diferentes ocasiões durante os debates e encontros paralelos da cúpula. Entre os gestos registrados, estiveram:
- Parabenizações públicas pelo aniversário de Trump;
- Reconhecimento pela condução do acordo entre Estados Unidos e Irã;
- Entrega de uma camisa da seleção alemã pelo chanceler Friedrich Merz;
- Menções elogiosas ao presidente americano em documentos oficiais do G7.
Declaração oficial do G7 cita liderança de Trump
O nome do presidente americano apareceu diversas vezes nas declarações emitidas ao final das discussões entre os países participantes.
Um dos trechos destacou a “forte liderança do presidente Trump” no acordo anunciado entre Washington e Teerã, evidenciando o peso político atribuído ao americano durante a reunião.
Como Macron trabalhou para manter Trump até o fim da cúpula?
Nos bastidores, a avaliação de integrantes do governo brasileiro é que o presidente francês Emmanuel Macron atuou para garantir o engajamento de Trump nas atividades do encontro.
Como parte dessa estratégia, Macron convidou o líder americano para um jantar especial no Palácio de Versalhes, buscando assegurar sua permanência até o encerramento do evento.
Lula evita aderir ao clima de bajulação
De acordo com aliados do presidente brasileiro, Lula optou por manter uma postura mais reservada em relação ao chefe da Casa Branca durante os três dias de reuniões.
Embora os dois líderes tenham se cumprimentado em momentos da cúpula, praticamente não houve interação relevante entre eles, contrastando com a atenção dispensada a Trump por outros participantes do encontro.