O Irã anunciou neste domingo (28) uma nova ofensiva militar contra bases dos Estados Unidos localizadas no Golfo Pérsico, ampliando a tensão na região poucos dias após o anúncio de um acordo de cessar-fogo entre os dois países.
Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica, a operação envolveu o lançamento de mísseis e drones contra instalações militares americanas no Kuwait e no Bahrein. Teerã afirmou que a ação foi uma resposta direta aos recentes bombardeios realizados pelos Estados Unidos em território iraniano.
Irã acusa EUA de violar acordo
Em comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana, a Guarda Revolucionária acusou Washington de descumprir o Memorando de Entendimento firmado entre os dois países.
“Violar o cessar-fogo é contrário à Cláusula 1 do Memorando de Entendimento de Islamabad e resultará na interrupção completa de todos os processos diplomáticos”, afirmou o comunicado.
O governo iraniano sustenta que os ataques americanos romperam os compromissos assumidos nas negociações para reduzir as hostilidades.
Estados Unidos intensificam ofensiva
Na noite de sábado (27), as Forças Armadas dos Estados Unidos voltaram a bombardear alvos no Irã. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação teve como alvo instalações militares utilizadas para vigilância, sistemas de comunicação, defesa aérea, armazenamento de drones e estruturas ligadas ao lançamento de minas marítimas.
Segundo os militares americanos, a ofensiva foi uma resposta às ações iranianas contra interesses dos Estados Unidos na região.
Trump faz novas ameaças
Após os bombardeios, o presidente Donald Trump voltou a acusar o Irã de violar o acordo de cessar-fogo e endureceu o discurso contra o regime iraniano.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que aeronaves americanas atingiram depósitos de mísseis, drones e radares costeiros iranianos. O presidente também declarou que, caso os ataques continuem, os Estados Unidos poderão ampliar significativamente a resposta militar.
Cessar-fogo segue sob risco
O memorando firmado entre Estados Unidos e Irã buscava interromper os confrontos iniciados no fim de fevereiro, além de garantir a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação internacional enquanto avançavam as negociações sobre o programa nuclear iraniano e outros temas de segurança regional.
Com a nova troca de ataques, aumentam as incertezas sobre a manutenção da trégua e o risco de uma nova escalada militar no Oriente Médio.