A disputa judicial em torno da suspensão de uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel, que abordava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), poderá chegar ao Supremo Tribunal Federal caso não haja uma decisão favorável no Tribunal Superior Eleitoral.
A pesquisa foi suspensa no último dia 8 de junho por decisão do presidente do TSE, o ministro Nunes Marques, após pedido apresentado pelo Partido Liberal. A legenda questionou a metodologia utilizada pelo instituto de pesquisa.
Segundo o advogado da AtlasIntel, Gualter Rafael Maciel Bezerra, a expectativa é de que a Justiça Eleitoral autorize a divulgação do levantamento. De acordo com ele, o Ministério Público Eleitoral manifestou-se contra a manutenção da suspensão, o que, em sua avaliação, pode indicar uma tendência de maioria no TSE pela liberação da pesquisa.
Apesar disso, o advogado afirmou que, caso a suspensão seja mantida, a empresa pretende recorrer ao STF. “Acreditamos que a defesa terá êxito no TSE. No entanto, se a decisão for pela manutenção da suspensão, essa é uma matéria que pode ser levada ao Supremo”, declarou.
A pesquisa havia sido divulgada após o vazamento de conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na ação apresentada ao TSE, o Partido Liberal argumentou que a metodologia empregada pelo instituto poderia prejudicar a imagem do pré-candidato. Ao determinar a suspensão, Nunes Marques afirmou que há indícios de que a pesquisa possa ter ultrapassado os limites de uma aferição estatística regular.
O ministro também destacou que a controvérsia vai além de divergências metodológicas, apontando a suspeita de que a formulação das perguntas possa ter induzido as respostas dos entrevistados.