O Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam como reduzidas as chances de que um eventual pedido de extradição do ex-deputado Eduardo Bolsonaro seja aceito pelos Estados Unidos.
A análise ocorre após a condenação do parlamentar pelo STF, na terça-feira (16/6), a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Segundo integrantes do governo e da Corte, um eventual pedido de extradição enfrentaria obstáculos jurídicos e políticos. O tratado de extradição firmado entre Brasil e Estados Unidos em 1965 prevê restrições para casos envolvendo crimes de natureza política, o que poderia ser interpretado como impeditivo no caso em análise.
Outro fator citado por autoridades é o precedente recente da Justiça italiana, que negou a extradição da deputada Carla Zambelli em caso semelhante, alegando problemas relacionados ao direito de defesa.
No plano político, a decisão final caberia ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que já fez críticas públicas a decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes. Esse contexto reforça, segundo interlocutores, a avaliação de que uma eventual solicitação brasileira teria baixa probabilidade de avanço em Washington.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF por suposta coação no curso do processo e reside atualmente em território norte-americano. Até o momento, não há informações oficiais sobre eventual pedido formal de extradição por parte do governo brasileiro.
