O governo brasileiro seguirá defendendo a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para que ela cumpra pena no Distrito Federal. A avaliação de integrantes do governo é de que não há expectativa de mudança no entendimento da Justiça italiana em relação ao processo envolvendo a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Recentemente, autoridades judiciais da Itália entenderam que haveria indícios de parcialidade por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso analisado. Com isso, a decisão final sobre o pedido de extradição ficou sob responsabilidade do ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, que, segundo avaliações do governo brasileiro, não deve alterar o entendimento já manifestado.
Outro processo segue em tramitação
Apesar das dificuldades relacionadas ao caso da invasão do sistema do CNJ, o governo brasileiro mantém expectativa diferente em relação a outro pedido de extradição envolvendo Carla Zambelli.
Trata-se do processo referente à condenação da ex-parlamentar por perseguir um jornalista durante o segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo. A próxima audiência sobre esse pedido está marcada para o dia 1º de julho.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que esse caso apresenta características distintas, uma vez que não envolveria questionamentos sobre eventual parcialidade judicial.
Condenação por episódio durante as eleições
O processo tem origem em um episódio ocorrido durante a campanha eleitoral de 2022. Na ocasião, Zambelli perseguiu um jornalista negro pelas ruas da capital paulista portando uma arma de fogo.
Pela conduta, a ex-deputada foi condenada a cinco anos de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
A decisão tornou-se um dos principais fundamentos utilizados pelas autoridades brasileiras para solicitar sua extradição.
Zambelli aguarda decisão em liberdade
Atualmente, Carla Zambelli permanece em Roma, na Itália, enquanto aguarda a conclusão dos processos relacionados aos pedidos de extradição.
A ex-deputada ficou presa por cerca de um ano na penitenciária feminina de Rebibbia, localizada nos arredores da capital italiana, mas atualmente responde aos procedimentos em liberdade.
Impasse diplomático e jurídico
O caso continua sendo acompanhado de perto por autoridades brasileiras e italianas. A definição sobre a extradição poderá influenciar não apenas a situação jurídica da ex-parlamentar, mas também a cooperação entre os dois países em processos internacionais de cumprimento de decisões judiciais.
Enquanto aguarda os próximos desdobramentos, o governo brasileiro mantém sua posição de defender o retorno de Carla Zambelli ao país para o cumprimento das penas impostas pela Justiça brasileira.
