A estreia do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ser adiada para o período pós-eleição deste ano. A produtora responsável avalia lançar o longa entre novembro e dezembro de 2026, após o calendário eleitoral.
Inicialmente, a previsão era de que o filme chegasse aos cinemas antes do pleito. No entanto, segundo informações da produção, o cronograma de divulgação e distribuição internacional pode não ser concluído a tempo.
Pressão política e questionamentos eleitorais
O lançamento da obra já vinha sendo alvo de atenção política. O Ministério Público Eleitoral foi acionado pelo PT, que apontou possível uso eleitoral do filme durante o período de campanha.
Em uma exibição restrita realizada nos Estados Unidos, o diretor Cyrus Nowrasteh declarou que esperava que a produção pudesse influenciar positivamente o cenário político brasileiro, mencionando o senador Flávio Bolsonaro como possível beneficiado no debate eleitoral.
Produção e bastidores
De acordo com a produtora Go Up, o adiamento também estaria relacionado ao tempo necessário para negociação com distribuidoras internacionais e à logística de lançamento, que só poderia avançar após a Copa do Mundo, encerrada em julho.
A empresa afirma que a etapa de divulgação exige planejamento mais longo, o que reduziria a viabilidade de estreia antes da eleição.
Financiamento e controvérsias
O projeto também é citado em meio a questionamentos sobre financiamento. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o banqueiro Daniel Vorcaro teria feito aportes significativos na produção do longa, o que gerou debate político e jurídico sobre a origem dos recursos.
Aliados da família Bolsonaro avaliam internamente o melhor momento para o lançamento, considerando os possíveis impactos na repercussão pública do filme durante o período eleitoral.
