O governo dos Estados Unidos (EUA) sob comando de Donald Trump, anunciou novas sanções contra o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, ampliando a estratégia de pressão política e econômica sobre o regime de Havana.
Quais sanções foram anunciadas pelos EUA?
As medidas divulgadas nesta quinta-feira (4/6) atingem diretamente Miguel Díaz-Canel, além de familiares do atual líder cubano e de integrantes ligados ao antigo governo de Raúl Castro.
Também foram incluídos nas restrições o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, organizações associadas ao governo e uma empresa de mineração com participação cubana e australiana.
Como foi a nova ofensiva do governo Trump?
Segundo o secretário de Estado Marco Rubio, as sanções buscam atingir pessoas e entidades que, na visão de Washington, colaboram com ações consideradas prejudiciais à segurança nacional americana.
Rubio afirmou que Cuba continua atuando como um centro de apoio a movimentos radicais de esquerda na região, acusação que há anos faz parte do discurso de setores do governo dos Estados Unidos.
Quem está entre os alvos das restrições?
Além do presidente cubano, as medidas atingem pessoas próximas ao núcleo de poder do país. Entre os alvos estão:
- O filho e o neto de Raúl Castro
- A esposa de Miguel Díaz-Canel
- O enteado do presidente cubano
- Organizações ligadas ao governo de Havana
- Empresas associadas ao conglomerado militar GAESA
Empresas estrangeiras podem ser afetadas
O Departamento de Estado alertou que bancos e empresas internacionais que mantenham negócios com entidades sancionadas poderão sofrer penalidades secundárias.
A advertência se concentra principalmente em organizações vinculadas à GAESA, conglomerado militar que controla uma parcela significativa das atividades econômicas de Cuba.
Marco Rubio fala em possível transição política em Cuba
Durante audiência no Congresso americano, Rubio declarou que os Estados Unidos continuam abertos a uma solução negociada que leve Cuba a um caminho de democracia, liberdade e prosperidade.
O secretário reconheceu, porém, que o cenário é complexo e afirmou que Washington ainda não identificou dentro do governo cubano uma liderança capaz de conduzir uma transição semelhante à observada em outros países do antigo bloco socialista.
Qual a relação entre EUA e Cuba?
As novas sanções representam mais um capítulo no endurecimento da política americana em relação a Cuba desde o retorno de Trump à Casa Branca.
Além das restrições econômicas, o governo dos Estados Unidos mantém forte pressão diplomática sobre Havana e sinaliza que continuará ampliando medidas contra integrantes da estrutura de poder cubana nos próximos meses.