O conflito entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (1/6), após forças americanas realizarem ataques contra radares e centros de comando de drones iranianos nas ilhas de Goruk e Qeshm, ampliando a tensão na região.
Como os EUA se pronunciam sobre o ataque?
Segundo o CENTCOM (Comando Central dos EUA), a operação ocorreu como resposta a ações consideradas agressivas por Teerã, incluindo a derrubada de um drone americano MQ-1 que sobrevoava águas internacionais.
O comando militar informou que aeronaves de combate destruíram sistemas de defesa aérea, uma estação de controle terrestre e dois drones de ataque iranianos que representavam risco para embarcações que navegavam pela região.
Quais alvos foram atingidos pelas forças americanas?
As ações militares tiveram como foco estruturas estratégicas utilizadas pelo Irã para monitoramento e operação de drones no Golfo. O objetivo declarado pelos EUA foi neutralizar ameaças consideradas imediatas. Entre os alvos confirmados pelo CENTCOM estavam:
- Radares de vigilância iranianos
- Centros de comando e controle de drones
- Uma estação de controle em solo
- Dois drones de ataque unidirecional
- Sistemas de defesa aérea posicionados nas ilhas
Trump diz que Irã quer fechar acordo com Washington
Pouco depois da divulgação da operação militar, o presidente Donald Trump utilizou a rede Truth Social para comentar a situação e defender uma solução negociada para a crise.
De acordo com Trump, o governo iraniano estaria interessado em avançar em um acordo com Washington. O presidente também afirmou que um entendimento seria positivo para os Estados Unidos e para seus aliados na região.
Kuwait intercepta drones e mísseis durante a madrugada
Enquanto os ataques eram divulgados, o Kuwait, país que abriga uma importante base militar americana, informou ter interceptado drones e mísseis lançados pelo Irã durante a madrugada.
A agência estatal KUNA relatou que sirenes de alerta foram acionadas em diversas áreas do país. As autoridades, porém, não forneceram detalhes sobre danos ou possíveis alvos das investidas.
Como começou a guerra entre Estados Unidos e Irã?
A atual guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Donald Trump anunciou uma ofensiva militar de grande escala contra o Irã. Na época, o governo americano alegou que a ação buscava eliminar ameaças relacionadas ao programa nuclear iraniano.
Os ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel provocaram milhares de mortes e danos a locais históricos iranianos. Em resposta, Teerã lançou ofensivas em diferentes pontos do Oriente Médio e restringiu a navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
Qual a pressão do conflito sobre a segurança global?
Antes mesmo do início da guerra, os Estados Unidos já haviam promovido o maior reforço militar na região desde a invasão do Iraque em 2003, elevando os temores de uma escalada de grandes proporções.
Apesar de negociações anteriores envolvendo um possível acordo nuclear, os esforços diplomáticos não impediram o confronto. Com novos ataques e respostas militares acontecendo durante o atual cessar-fogo, o cenário continua cercado de incertezas e preocupação internacional.