As tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a escalar apenas dez dias após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre os dois países, em meio a tentativas de negociação para um acordo mais duradouro.
Segundo informações do comando militar norte-americano, um ataque ocorrido na sexta-feira (26) foi classificado como uma “resposta direta” a uma ofensiva atribuída ao Irã contra uma embarcação comercial no Estreito de Ormuz, uma das principais vias de navegação do comércio global.
Ataque a navio teria motivado reação
O governo dos EUA afirma que um navio mercante foi atingido por um drone na quinta-feira (25), o que teria violado os termos do cessar-fogo recém-estabelecido. Em resposta, forças norte-americanas dizem ter atingido instalações militares iranianas usadas para armazenamento de mísseis e drones.
O Comando Central dos Estados Unidos divulgou que a operação teve como objetivo conter ações consideradas ameaças à liberdade de navegação em uma região estratégica para o comércio internacional.
Disputa sobre violação do cessar-fogo
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o ataque iraniano representa uma violação direta do acordo de trégua, alegando que drones foram lançados contra embarcações em trânsito.
Do lado iraniano, autoridades militares e parlamentares negam a violação e acusam Washington de distorcer os fatos. O Irã afirma que o controle da navegação na região segue regras próprias e que rotas fora dos parâmetros definidos não teriam garantia de segurança.
O vice-presidente norte-americano JD Vance declarou que eventuais divergências deveriam ser resolvidas por canais diplomáticos, mas advertiu que novos ataques serão respondidos com força.
Retaliação e incerteza no acordo
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter reagido à ofensiva americana, embora não tenha detalhado a natureza da resposta. Até o momento, nenhum dos lados confirmou oficialmente danos de grande escala, mas ambos mantêm acusações mútuas de violação do acordo.
A nova rodada de ataques reacende preocupações sobre a estabilidade do cessar-fogo e sobre o risco de expansão do conflito em uma das regiões mais sensíveis do Oriente Médio.