A nova pesquisa BTG/Nexus mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu queda de 5 pontos no Nordeste em meio ao avanço de denúncias envolvendo o caso Banco Master. O cenário acende alerta dentro do governo.
Como a pesquisa BTG/Nexus mostrou a queda de Lula no Nordeste?
A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda (29/6) aponta que Luiz Inácio Lula da Silva caiu de 66% para 61% das intenções de voto no Nordeste em simulação de segundo turno.
No mesmo cenário, o senador Flávio Bolsonaro subiu de 28% para 30%, reduzindo a vantagem do presidente na região considerada seu principal reduto eleitoral.
Qual é o novo cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno?
O levantamento mostra uma disputa mais apertada em relação ao início de junho, indicando leve desgaste do governo em regiões estratégicas. Na rodada anterior, realizada entre 12 e 14 de junho, Lula tinha vantagem mais confortável. Agora, a diferença diminuiu e sinaliza mudança de humor do eleitorado.
Para entender melhor a evolução dos números, veja os principais recortes da pesquisa:
- Lula no Nordeste: caiu de 66% para 61%
- Flávio Bolsonaro no Nordeste: subiu de 28% para 30%
- Lula nacionalmente: caiu de 49% para 47%
- Flávio Bolsonaro nacionalmente: subiu de 43% para 44%
Como o caso Banco Master influenciou a percepção política?
A pesquisa foi realizada após a operação da Polícia Federal que atingiu o então líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner, uma das principais lideranças do PT no Nordeste.
Wagner foi citado em investigações relacionadas a contatos com um sócio de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master, o que ampliou o impacto político do caso. A leitura dentro do governo é de que o episódio pode ter influenciado diretamente a queda registrada no Nordeste, região onde Wagner tem forte influência.
Como Lula se saiu em outras regiões do Brasil?
Apesar da queda no Nordeste, Luiz Inácio Lula da Silva teve desempenho misto em outras partes do país, segundo o levantamento. No Sul, o presidente caiu de 38% para 33%, enquanto no Sudeste houve leve alta, passando de 45% para 47%, indicando oscilações regionais distintas.
No cenário nacional consolidado, Lula recuou de 49% para 47%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou positivamente de 43% para 44%, dentro da margem de erro.
O que dizem os bastidores políticos sobre o impacto da pesquisa?
Nos bastidores de Brasília, ministros avaliam que a queda de Lula no Nordeste pode estar diretamente ligada à repercussão do caso envolvendo Jaques Wagner. A avaliação interna é de que a exposição do episódio afetou a imagem do governo em uma região onde o PT historicamente mantém forte apoio.
A pesquisa também ocorreu após um vídeo envolvendo Michelle Bolsonaro, mas o levantamento indica que não houve mudanças relevantes na base eleitoral de Flávio Bolsonaro entre mulheres e evangélicos.
Como o eleitorado reagiu entre mulheres e evangélicos?
O desempenho de Flávio Bolsonaro permaneceu estável em segmentos importantes do eleitorado, mesmo após episódios de repercussão pública.
Entre mulheres, ele oscilou levemente de 37% para 36%. Já entre evangélicos, subiu de 59% para 60%, indicando resistência de sua base. Esse comportamento sugere que o impacto político recente não alterou significativamente seus principais redutos eleitorais.