O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a gerar repercussão política ao comentar uma fala de Ricardo Lewandowski, reacendendo o debate sobre segurança pública e soberania nacional nas redes sociais.
O que disse Eduardo Bolsonaro sobre Lewandowski?
Eduardo Bolsonaro publicou na segunda-feira (1/6) uma crítica no X direcionada ao ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, referindo-se a ele como “atual ministro da Justiça” do governo Lula.
Na postagem, o ex-deputado reagiu a declarações feitas pelo jurista durante evento em Lisboa, associando suas falas a uma postura considerada por ele como alinhada ao governo federal. Veja a publicação:
LULA’S TEAM DEFENDING NARCO-TERRORISTA. SHARE BEFORE THEY CENSOR IT
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) June 2, 2026
Former supreme court justice and current Lula justice minister Ricardo Lewandowski says that the US designation of CV and PCC as narcoterrorist organizations threatens Brazilian sovereignty and could harm… pic.twitter.com/bE9cLFMBZq
Lewandowski é ministro da Justiça atualmente?
Apesar da afirmação de Eduardo Bolsonaro, Ricardo Lewandowski não ocupa mais o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Ele deixou oficialmente a função em 8 de janeiro de 2026.
Após sua saída, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou o advogado Wellington César Lima e Silva como novo titular da pasta em 13 de janeiro, tornando-se o terceiro ministro do cargo no atual mandato.
O que disse Lewandowski no Fórum de Lisboa?
Durante participação no 14º Fórum de Lisboa, em Portugal, Lewandowski comentou decisões internacionais envolvendo o crime organizado brasileiro e fez críticas à classificação de facções como organizações terroristas.
Segundo ele, a medida adotada pelos Estados Unidos pode trazer impactos diplomáticos e econômicos ao país. Entre os principais pontos defendidos por Lewandowski estão:
- A possibilidade de a decisão “afetar a democracia”
- O risco de prejuízos a investimentos estrangeiros no Brasil
- A necessidade de coordenação nacional no combate ao crime organizado
- A defesa de uma PEC para integração das forças de segurança
Como Eduardo Bolsonaro reagiu às falas sobre PCC e CV?
Eduardo Bolsonaro também criticou a posição do ex-ministro, acusando-o de relativizar o combate a facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).
Em sua publicação, ele afirmou que não esperava postura diferente de autoridades que, segundo ele, demonstram proximidade com áreas dominadas por criminosos. Além disso, o ex-deputado afirmou que as falas representam uma defesa indireta de grupos criminosos, intensificando o tom político da discussão.
Quem comanda o Ministério da Justiça após a saída de Lewandowski?
A mudança no comando do Ministério da Justiça ocorreu após a saída de Lewandowski, que deixou o cargo alegando motivos pessoais e familiares em janeiro de 2026. A transição na pasta foi marcada por uma sequência recente de trocas no governo federal:
- Ricardo Lewandowski deixou o ministério em 8 de janeiro de 2026
- Wellington César Lima e Silva assumiu em 13 de janeiro de 2026
- O ministério passou por ajustes internos na estrutura de segurança pública
Qual é o impacto político da declaração nas redes sociais?
A publicação de Eduardo Bolsonaro ampliou a tensão política entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e membros do governo Lula, especialmente em temas ligados à segurança pública.
O episódio também reforça como declarações em eventos internacionais, como o Fórum de Lisboa, acabam repercutindo rapidamente no debate político brasileiro. Nas redes sociais, o caso gerou discussões sobre precisão de informações, polarização política e o papel de autoridades públicas em temas sensíveis como o combate ao crime organizado.