A China anunciou nesta segunda-feira (22) uma série de medidas de retaliação contra empresas dos Estados Unidos, após Washington ampliar sua lista de companhias chinesas consideradas ligadas ao setor militar.
Segundo o Ministério do Comércio chinês, dez contratantes de defesa norte-americanos foram incluídos em uma lista de controle de exportação. Na prática, essas empresas ficam proibidas de adquirir produtos chineses de uso dual — aqueles com aplicação civil e militar.
Além disso, o Ministério das Finanças da China determinou a exclusão de 46 empresas dos Estados Unidos, em sua maioria ligadas ao setor de defesa, de processos de compras governamentais.
Em nota oficial, o governo chinês afirmou que as medidas têm como objetivo “salvaguardar a segurança e os interesses nacionais” e representam uma resposta ao que classificou como uma “prática ultrajante” dos Estados Unidos ao rotular empresas chinesas como entidades militares.
A escalada ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais e tecnológicas entre os dois países. Entre as empresas chinesas citadas em decisões recentes de Washington estão gigantes do setor de tecnologia como Alibaba Group e Baidu, que passaram a enfrentar restrições de atuação no mercado norte-americano.
Pequim afirma que as medidas são proporcionais e que continuará adotando ações para proteger suas empresas estratégicas, especialmente nos setores de tecnologia, defesa e inovação.
A disputa reforça o clima de rivalidade econômica entre as duas maiores economias do mundo, com impactos diretos no comércio global e nas cadeias de suprimentos de tecnologia e defesa.
