O chanceler do Panamá, Javier Martínez-Acha, protagonizou um momento de tensão diplomática durante a 56ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos ao rebater declarações de um observador chinês presente no encontro.
Segundo o relato, Martínez-Acha afirmou que o Panamá é uma democracia com instituições independentes e destacou diferenças em relação ao sistema político chinês, em uma resposta direta às pressões relatadas pelo diplomata.
“Meu país é uma democracia, o seu é diferente do meu. Seus representantes no Panamá me pediram várias vezes que interferisse em uma decisão da Suprema Corte para revertê-la, e o único que meu governo pode fazer é obedecer à Corte”, declarou o chanceler.
A fala foi interpretada como uma defesa enfática da independência do Judiciário panamenho e do respeito às decisões da Suprema Corte do país, em contraste com supostas solicitações de intervenção feitas por representantes chineses.
O episódio ocorreu em meio aos debates multilaterais da assembleia, que reúne países das Américas para discutir temas como democracia, direitos humanos e governança regional.
Até o momento, a República Popular da China não comentou publicamente as declarações atribuídas ao observador citado no evento.