O brasileiro Rogério Chaves Scotton, ex-piloto da Nascar e investigado pelo FBI por 27 crimes, afirmou à Justiça dos Estados Unidos que passou a sofrer ameaças e intimidações após solicitar ingresso na ação movida pela Rumble e pela Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Scotton pediu para atuar no processo como amicus curiae, modalidade que permite a terceiros interessados apresentar argumentos e informações para auxiliar o tribunal na análise do caso.
Segundo documentos apresentados à Justiça norte-americana, o ex-piloto também foi um dos responsáveis por defender a aplicação de sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para punir estrangeiros acusados de violações de direitos humanos e corrupção.
Defesa relata ameaças
Na petição, a defesa afirma que Scotton passou a enfrentar ameaças após reportagens da imprensa brasileira divulgarem sua participação no caso e seu pedido de sanções contra o ministro do STF.
Os advogados sustentam que a repercussão pública gerou ataques, intimidações e danos à reputação do brasileiro. Segundo eles, algumas publicações também teriam feito “insinuações falsas” sobre seu histórico criminal e sua atuação, o que teria agravado a situação.
Apesar das alegações, o documento não identifica quem teria feito as supostas ameaças.
Comunicações às autoridades
Ainda conforme a defesa, Scotton informou às autoridades competentes sobre as preocupações relacionadas à sua segurança e à de sua família, além de preservar registros das comunicações e dos episódios relatados.
Os advogados afirmam que a exposição do caso provocou hostilidade pública e criou um ambiente de intimidação que, segundo eles, pode desencorajar a participação de cidadãos em processos judiciais.
O pedido para que Rogério Scotton participe da ação contra Alexandre de Moraes ainda será analisado pela Justiça dos Estados Unidos.