Uma nova divergência interna no PL ganhou força após o pré-candidato ao Senado pelo Ceará, Alcides Fernandes, afirmar que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teria concordado, em abril, com uma possível aliança entre o partido e Ciro Gomes, desde que Priscila Costa fosse escolhida como candidata ao Senado.
A declaração foi feita em um vídeo divulgado na noite de sexta-feira (26). Alcides, pai do deputado federal André Fernandes, está no centro do embate envolvendo Michelle Bolsonaro e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
Segundo Alcides, a negociação teria ocorrido durante uma reunião realizada em 14 de abril, na sede do PL Mulher, em Brasília. De acordo com ele, participaram do encontro Michelle Bolsonaro, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, o deputado Altineu Côrtes e André Fernandes.
A manifestação ocorre poucos dias após Michelle afirmar, em vídeo publicado nas redes sociais, que foi “maltratada” e “humilhada” por Flávio Bolsonaro. Entre os motivos citados pela ex-primeira-dama estaria o fato de ela ter questionado publicamente o apoio do diretório estadual do PL no Ceará ao ex-governador Ciro Gomes (Ciro Gomes).
No vídeo, Alcides questiona a postura de Michelle e sugere que a polêmica teria motivações políticas. Segundo ele, se a ex-primeira-dama realmente aceitou discutir uma composição com Ciro em abril, as críticas atuais seriam contraditórias.
“Os valores são mesmo inegociáveis ou todo esse estardalhaço contra nós e esse enorme prejuízo na campanha do Flávio Bolsonaro foi apenas uma tentativa de criar um caos para impor uma vontade particular sua?”, afirmou.
A declaração amplia a disputa interna no PL, que já vinha sendo marcada por divergências sobre alianças estaduais e pela definição das estratégias eleitorais para as eleições deste ano.