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Início Política

Simone Tebet chama escolas cívico-militares de “método fascista”

Por Junior Melo
26/maio/2026
Em Política
Simone Tebet espera a “destruição” total do bolsonarismo

Simone Tebet - Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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A declaração de Simone Tebet sobre as escolas cívico-militares gerou forte repercussão política nesta semana, ao envolver críticas diretas ao modelo defendido pelo governador Tarcísio de Freitas e setores da direita brasileira.

Como Simone Tebet criticou as escolas cívico-militares?

Durante um debate promovido pelo movimento Direitos Já!, em São Paulo, a ex-ministra do Planejamento classificou o programa de escolas cívico-militares como um “método fascista” de fazer política. A fala ocorreu nesta segunda-feira (25/5).

Segundo Tebet, não existe problema na existência de colégios militares específicos, mas ela criticou a expansão do modelo para a rede pública tradicional. Para a pré-candidata ao Senado, a educação brasileira não deve seguir uma lógica de militarização.

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O modelo de Escola Cívico-Militar se tornou uma das principais apostas da gestão de Tarcísio de Freitas em São Paulo. A proposta busca ampliar a participação de militares aposentados na organização escolar e na disciplina dos estudantes.

Ao comentar o tema, Tebet afirmou que setores da direita usam estratégias de comunicação para fortalecer determinadas narrativas políticas. Ela também acusou adversários ideológicos de utilizarem redes sociais, robôs e algoritmos para ampliar o alcance de conteúdos políticos.

Como Tebet fala sobre Lula?

No evento realizado na Casa de Portugal, a ex-ministra também declarou que o presidente Lula seria o único candidato “verdadeiramente democrático” na disputa presidencial. A fala ocorreu diante de integrantes do Fórum pela Democracia.

A política ainda destacou a importância da eleição para o Congresso Nacional. Segundo ela, o resultado das urnas para deputados e senadores poderá ter peso igual ou até maior do que a própria escolha para presidente da República.

Qual o debate sobre segurança pública?

Durante o encontro, Simone Tebet afirmou que o combate à violência precisa acontecer com coordenação nacional e parceria entre estados e governo federal. Ela defendeu que apenas ações policiais não resolvem o avanço do crime organizado.

A ex-ministra também criticou governadores ligados à direita por recusarem cooperação com o governo federal. Segundo Tebet, o enfrentamento da criminalidade exige ações integradas em diferentes áreas do poder público.

Tebet cita PCC e alerta para avanço do crime organizado

Ao falar sobre segurança pública, a pré-candidata mencionou o avanço do PCC em diversos setores da sociedade e da economia brasileira. Ela afirmou que o crime organizado ultrapassou os limites das comunidades e passou a atuar em diferentes atividades econômicas. Entre os principais pontos citados por Tebet durante o evento, estão:

  • controle ilegal de serviços essenciais em comunidades
  • expansão do crime organizado em setores produtivos
  • necessidade de coordenação federal no combate ao PCC
  • críticas ao uso exclusivo da violência policial

A ex-ministra argumentou que o problema exige integração entre governos estaduais e União, além de políticas públicas permanentes para conter o crescimento das facções criminosas.

Como o debate foi promovido?

O debate foi promovido pelo movimento Direitos Já!, iniciativa ligada ao Fórum pela Democracia, entidade criada em defesa dos princípios previstos na Constituição de 1988. O grupo reúne representantes de diferentes correntes políticas.

Segundo os organizadores, o objetivo dos encontros é discutir temas relacionados à democracia, instituições e desafios políticos do país. O evento em São Paulo reuniu lideranças políticas e integrantes da sociedade civil.

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