A declaração de Simone Tebet sobre as escolas cívico-militares gerou forte repercussão política nesta semana, ao envolver críticas diretas ao modelo defendido pelo governador Tarcísio de Freitas e setores da direita brasileira.
Como Simone Tebet criticou as escolas cívico-militares?
Durante um debate promovido pelo movimento Direitos Já!, em São Paulo, a ex-ministra do Planejamento classificou o programa de escolas cívico-militares como um “método fascista” de fazer política. A fala ocorreu nesta segunda-feira (25/5).
Segundo Tebet, não existe problema na existência de colégios militares específicos, mas ela criticou a expansão do modelo para a rede pública tradicional. Para a pré-candidata ao Senado, a educação brasileira não deve seguir uma lógica de militarização.
Programa é uma das bandeiras de Tarcísio de Freitas
O modelo de Escola Cívico-Militar se tornou uma das principais apostas da gestão de Tarcísio de Freitas em São Paulo. A proposta busca ampliar a participação de militares aposentados na organização escolar e na disciplina dos estudantes.
Ao comentar o tema, Tebet afirmou que setores da direita usam estratégias de comunicação para fortalecer determinadas narrativas políticas. Ela também acusou adversários ideológicos de utilizarem redes sociais, robôs e algoritmos para ampliar o alcance de conteúdos políticos.
Como Tebet fala sobre Lula?
No evento realizado na Casa de Portugal, a ex-ministra também declarou que o presidente Lula seria o único candidato “verdadeiramente democrático” na disputa presidencial. A fala ocorreu diante de integrantes do Fórum pela Democracia.
A política ainda destacou a importância da eleição para o Congresso Nacional. Segundo ela, o resultado das urnas para deputados e senadores poderá ter peso igual ou até maior do que a própria escolha para presidente da República.
Qual o debate sobre segurança pública?
Durante o encontro, Simone Tebet afirmou que o combate à violência precisa acontecer com coordenação nacional e parceria entre estados e governo federal. Ela defendeu que apenas ações policiais não resolvem o avanço do crime organizado.
A ex-ministra também criticou governadores ligados à direita por recusarem cooperação com o governo federal. Segundo Tebet, o enfrentamento da criminalidade exige ações integradas em diferentes áreas do poder público.
Tebet cita PCC e alerta para avanço do crime organizado
Ao falar sobre segurança pública, a pré-candidata mencionou o avanço do PCC em diversos setores da sociedade e da economia brasileira. Ela afirmou que o crime organizado ultrapassou os limites das comunidades e passou a atuar em diferentes atividades econômicas. Entre os principais pontos citados por Tebet durante o evento, estão:
- controle ilegal de serviços essenciais em comunidades
- expansão do crime organizado em setores produtivos
- necessidade de coordenação federal no combate ao PCC
- críticas ao uso exclusivo da violência policial
A ex-ministra argumentou que o problema exige integração entre governos estaduais e União, além de políticas públicas permanentes para conter o crescimento das facções criminosas.
Como o debate foi promovido?
O debate foi promovido pelo movimento Direitos Já!, iniciativa ligada ao Fórum pela Democracia, entidade criada em defesa dos princípios previstos na Constituição de 1988. O grupo reúne representantes de diferentes correntes políticas.
Segundo os organizadores, o objetivo dos encontros é discutir temas relacionados à democracia, instituições e desafios políticos do país. O evento em São Paulo reuniu lideranças políticas e integrantes da sociedade civil.