A reabilitação da Ponte do Fandango, em Cachoeira do Sul, entrou na reta final e já alcançou cerca de 90% de execução. Localizada na BR-153/RS, sobre o Rio Jacuí, a estrutura passa por uma intervenção histórica para ampliar segurança, capacidade de carga e durabilidade em um dos eixos logísticos mais importantes do Rio Grande do Sul.
Por que a Ponte do Fandango é tão importante?
A Ponte do Fandango é considerada um elo estratégico para a região de Cachoeira do Sul e para o transporte no centro do estado. A travessia conecta áreas produtivas, facilita o deslocamento regional e integra rotas usadas por veículos leves, transporte de cargas, insumos e produtos ligados à economia gaúcha.
Sua importância cresceu ainda mais depois da enchente histórica de 2024 no Rio Jacuí, que atingiu a estrutura e reforçou a necessidade de uma obra mais robusta. A reabilitação busca preparar a ponte para demandas atuais e futuras, reduzindo riscos de interrupções e aumentando a confiabilidade da travessia.
Quais melhorias estão sendo feitas na estrutura?
A obra inclui reconstrução dos viadutos de acesso, complementação dos pilares de sustentação e reforço da capacidade estrutural da ponte metálica. Um dos momentos mais relevantes foi o içamento da estrutura, elevada em 3,14 metros para ampliar a segurança operacional.
Entre os principais serviços executados, estão:
- Elevação da estrutura metálica da ponte;
- Reconstrução dos viadutos de acesso;
- Complementação de pilares de sustentação;
- Adequação da capacidade de carga;
- Implantação de novos elementos de segurança.
Como a obra aumenta a capacidade de carga?
A reabilitação prevê a adequação do chamado trem-tipo, que passa de 24 para 45 toneladas, limite máximo permitido pela legislação vigente. Na prática, isso significa uma ponte mais preparada para suportar o tráfego pesado que circula por essa rota logística.
Esse reforço é essencial para a circulação de caminhões e para o escoamento regional. Uma estrutura mais resistente reduz desgaste, amplia a vida útil da travessia e oferece melhores condições para o transporte de cargas em uma região marcada pela produção agrícola e industrial.
O que ainda falta para a conclusão?
Com a obra em fase final, os trabalhos seguem nos viadutos de acesso das margens direita e esquerda do Rio Jacuí. Estão previstas etapas como consolidação das lajes plenas, execução dos guarda-rodas, capa asfáltica, sinalização horizontal e vertical e drenagem de águas pluviais.
Na ponte metálica, ainda avançam a complementação dos pilares, a montagem da passarela de pedestres, a concretagem da laje e a finalização dos sistemas de segurança. A entrega está prevista para julho, mantendo a intervenção em ritmo acelerado na reta final.
Por que essa entrega é histórica para a região?
A recuperação da Ponte do Fandango tem impacto direto na logística regional, especialmente no escoamento de grãos, insumos e mercadorias. A estrutura conecta as regiões Central e do Vale do Rio Pardo às regiões Sul e Oeste do estado, além de integrar uma rota de acesso ao Porto de Rio Grande.
No fim, a obra representa mais do que a restauração de uma ponte. Ela reforça a segurança, melhora a mobilidade, protege uma travessia simbólica e fortalece um corredor fundamental entre a BR-290/RS e a RS-287/RS. Para o Rio Grande do Sul, a Ponte do Fandango revitalizada significa mais confiança, integração e capacidade para sustentar o tráfego que move a economia regional.