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Início Política

PGR cobra nova delação de Mendonça em investigação sobre fraudes no INSS

Por Junior Melo
05/maio/2026
Em Política
PGR cobra nova delação de Mendonça em investigação sobre fraudes no INSS

Ministro André Mendonça - Foto: José Cruz/Agência Brasil

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A Procuradoria-Geral da República solicitou ao STF a revisão de uma delação envolvendo fraudes no INSS, o que pode impactar o andamento das investigações e a situação do principal delator.

Por que a PGR quer refazer a delação?

A Procuradoria-Geral da República pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que a delação do empresário Maurício Camisotti seja refeita. O acordo trata de um suposto esquema de fraudes em aposentadorias do INSS.

Segundo o órgão, a colaboração foi firmada apenas com a Polícia Federal, sem a participação do Ministério Público. Para a PGR, isso compromete a validade jurídica do material apresentado.

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O que está em jogo na decisão do STF?

A decisão final caberá ao ministro André Mendonça, que solicitou parecer da PGR antes de analisar a homologação do acordo. O caso levanta debate sobre quem pode formalizar delações no país.

Caso Mendonça valide o acordo atual, a PGR pode recorrer dentro do próprio STF. Isso pode prolongar a tramitação e atrasar o uso das informações nas investigações.

Como funcionava o esquema investigado no INSS?

Maurício Camisotti comandava associações de aposentados que firmavam convênios com o INSS. Esses acordos permitiam descontos diretamente na folha de pagamento dos beneficiários.

Na delação, ele detalhou práticas de inclusão irregular de beneficiários e cobranças indevidas. O conteúdo pode ajudar a mapear o funcionamento do esquema e identificar envolvidos.

Quais nomes e suspeitas aparecem na delação?

De acordo com pessoas ligadas ao caso, o empresário mencionou suspeitas envolvendo dirigentes do INSS e também políticos. O conteúdo, no entanto, segue sob sigilo judicial.

Ainda segundo essas fontes, o nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, não deve constar na colaboração. A apuração pode avançar conforme novas análises sejam feitas.

Quais são os principais pontos da controvérsia jurídica?

O impasse gira em torno da validade de delações firmadas sem o Ministério Público. A discussão já gerou decisões diferentes dentro do STF ao longo dos anos. Entre os principais pontos levantados no debate, destacam-se:

  • A competência da Polícia Federal para firmar acordos de delação
  • A exigência da participação do Ministério Público
  • O impacto na validade das provas coletadas
  • Possíveis reflexos em outros casos semelhantes

O que pode acontecer com a delação de Camisotti?

Com o pedido da PGR, a delação pode ser suspensa até que um novo acordo seja formalizado. Isso pode atrasar eventuais benefícios ao empresário, que está preso desde setembro.

Se a colaboração for refeita, os depoimentos terão que ser colhidos novamente com participação do Ministério Público. O desfecho dependerá da decisão do STF e pode influenciar o rumo das investigações.

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