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Início Política

Pedido de vista pela oposição interrompe votação da PEC do fim da escala 6×1

Por Junior Melo
26/maio/2026
Em Política
Pedido de vista pela oposição interrompe votação da PEC do fim da escala 6x1

Deputado Mauricio Marcon (PL-RS) - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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O avanço da PEC que propõe o fim da escala 6×1 foi interrompido após um pedido de vista na comissão especial da Câmara dos Deputados, adiando a votação do texto.

Como foi a votação da PEC do fim da escala 6×1?

A análise da PEC do fim da escala 6×1 foi interrompida na noite de segunda-feira (25/5), durante sessão da comissão especial na Câmara dos Deputados. O pedido de vista travou a votação do parecer apresentado pelo relator.

O presidente do colegiado, Alencar Santana (PT-SP), havia dado andamento à discussão após a apresentação do relatório favorável de Léo Prates (Republicanos-BA). No entanto, a deliberação acabou suspensa antes de avançar para a votação final.

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Quem pediu vista e por que a votação foi adiada?

O pedido de vista foi feito pelo deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS), o que garantiu mais tempo para análise do texto e automaticamente adiou a votação da proposta.

A solicitação gerou reação imediata no ambiente político da comissão, já que o tema vinha sendo tratado como prioritário. Com isso, a próxima sessão foi marcada para quarta-feira (27), às 10h. Veja a fala do deputado:

Desmontando ponto por ponto o relatório sobre o fim da escala 6×1 pic.twitter.com/lyhgiZpnNK

— Mauricio Marcon (@Maubmarcon) May 26, 2026

Como foi a discussão durante a sessão da comissão especial?

A reunião teve participação limitada de parlamentares durante a fase de debate. Apenas Maria do Rosário (PT-RS) e Mauricio Marcon se manifestaram após a leitura do relatório.

Durante o embate, o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ), criador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), acabou se envolvendo em uma discussão no plenário, elevando a tensão da sessão.

O que propõe a PEC que encerra a escala 6×1?

O texto relatado por Léo Prates estabelece mudanças profundas na jornada de trabalho no país, substituindo o modelo 6×1 por uma redução progressiva de horas semanais. A proposta também define regras de transição e proteção salarial. Para facilitar a compreensão, os principais pontos da proposta incluem:

  • Limite máximo de 40 horas semanais ao fim da transição
  • Implantação gradual da redução de jornada
  • Garantia de dois dias de descanso semanal remunerado
  • Manutenção integral dos salários e pisos atuais
  • Regras específicas para trabalhadores de alta renda (“hipersuficientes”)

Como será a transição da jornada de trabalho prevista no texto?

A proposta estabelece uma redução escalonada da carga horária, permitindo adaptação gradual de empresas e trabalhadores. O objetivo é evitar impactos bruscos na economia e no emprego formal.

Segundo o substitutivo, o cronograma prevê que, em até 60 dias após a promulgação, a jornada caia de 44 para 42 horas semanais. Depois de 12 meses, o limite final de 40 horas será aplicado.

Quando a PEC voltará a ser analisada e qual o impacto político?

Com o pedido de vista, a votação foi remarcada para quarta-feira (27), mantendo a expectativa de nova rodada de debates e possíveis ajustes no relatório final.

O episódio também gerou troca de acusações nas redes sociais, especialmente por parte de Rick Azevedo, que criticou o adiamento. Já parlamentares defenderam o direito regimental ao pedido de vista como parte do processo legislativo.

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