A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha com atenção o novo surto de Ebola na África após o avanço rápido da doença na República Democrática do Congo e em Uganda.
Como a OMS eleva alerta máximo após avanço do Ebola?
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que mais de 900 casos suspeitos estão sendo monitorados. Até agora, 101 infecções foram confirmadas oficialmente.
A situação levou a entidade a declarar, em 17 de maio de 2026, uma emergência de saúde pública internacional. O risco da epidemia na RDC também foi elevado para o nível “muito alto”.
Como o novo surto começou na África?
O primeiro registro do novo surto aconteceu em 15 de maio, na República Democrática do Congo. Em menos de 48 horas, outros casos sem ligação aparente surgiram em Kampala.
Segundo autoridades de saúde, a velocidade da disseminação acendeu um alerta global. Dados divulgados pelo CDC apontam ainda 176 mortes suspeitas relacionadas à doença.
Como ocorre a transmissão do Ebola?
O Ebola não é transmitido pelo ar como acontece com doenças respiratórias. A infecção ocorre somente por contato direto com fluidos corporais contaminados. Entre as principais formas de transmissão estão:
- contato com sangue, vômito, fezes e secreções;
- exposição a pessoas infectadas;
- contato com animais mortos pela doença;
- manipulação sem proteção de corpos contaminados.
O período de incubação varia entre 2 e 21 dias. Durante esse intervalo, a pessoa contaminada ainda não transmite o vírus.
Sintomas graves aumentam preocupação das autoridades
Os primeiros sinais costumam surgir de forma repentina, com febre alta, dores musculares intensas e problemas gastrointestinais. Em muitos casos, o quadro evolui rapidamente.
Nos pacientes mais graves, podem aparecer hemorragias, queda de pressão arterial, choque e sangramentos internos. Especialistas apontam semelhanças entre os casos severos de Ebola e a forma grave da dengue.
Como a falta de vacina específica dificulta combate ao vírus?
Um dos fatores que mais preocupam a OMS é a ausência de tratamento eficaz contra a variante Bundibugyo do vírus. Diferente da cepa Ebola-Zaire, não existe vacina aprovada para essa versão.
Sem imunizantes específicos, o controle depende principalmente de isolamento rápido, rastreamento de contatos e medidas rigorosas de proteção entre profissionais de saúde e familiares dos pacientes.
Autoridades tentam evitar expansão internacional da doença
A comunidade internacional acompanha o avanço do surto com preocupação, principalmente após o surgimento de casos em diferentes regiões africanas em curto intervalo de tempo.
Apesar do alerta elevado, especialistas reforçam que o Ebola exige contato direto para transmissão. Ainda assim, o aumento de casos suspeitos mantém governos e agências de saúde em estado máximo de vigilância.