A recuperação de rodovias estaduais na Serra Gaúcha ganhou novo avanço com a assinatura da ordem de início para obras na ERS-437, ERS-448 e RSC-453. Com aporte de R$ 244,7 milhões via Funrigs, os serviços integram a reconstrução de trechos impactados pelas enchentes e deslizamentos de 2024.
Quais rodovias serão recuperadas na Serra?
As intervenções autorizadas contemplam três trechos estratégicos para a mobilidade regional. Na ERS-437, os serviços ocorrerão entre Rio da Prata e Santana, em Antônio Prado. Na ERS-448, a recuperação será feita entre o Rio das Antas e Farroupilha.
Também foi autorizada a recuperação da RSC-453, conhecida como Rota do Sol, no trecho entre Lajeado Grande e Tainhas. Juntas, essas obras buscam restabelecer condições adequadas de tráfego em corredores importantes para moradores, transporte de cargas e turismo.
Por que essas obras são necessárias após as enchentes?
As chuvas de 2024 provocaram danos severos em diferentes pontos da malha rodoviária gaúcha. Na Serra, o problema mais crítico foi o deslizamento de encostas, que comprometeu pistas, aterros, taludes e a segurança de quem circula pelos trechos afetados.
A recuperação envolve mais do que tapar buracos ou refazer pavimento. Os projetos preveem soluções estruturais para estabilizar áreas vulneráveis, melhorar a drenagem e reduzir o risco de novos bloqueios em períodos de chuva intensa.
Qual é o investimento em cada trecho?
O investimento total autorizado chega a R$ 244,7 milhões, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande, o Funrigs. Esse aporte faz parte do conjunto de ações estaduais voltadas à reconstrução e ao fortalecimento da infraestrutura após os eventos climáticos extremos.
Os principais valores e extensões incluem:
Que tipo de serviço será executado?
As obras incluem recomposição de aterros, restauração do pavimento, drenagem e contenções em pontos que registraram grandes deslizamentos. Essas etapas são fundamentais para devolver segurança e ampliar a durabilidade das rodovias em áreas de relevo complexo.
Na ERS-437, estão previstas dez contenções no trecho autorizado. Na ERS-448, serão 23 contenções entre o Rio das Antas e Farroupilha. Essas estruturas ajudam a segurar encostas, proteger a pista e reduzir riscos em períodos de instabilidade climática.
Como as obras impactam a mobilidade regional?
A recuperação desses trechos deve melhorar o deslocamento entre municípios da Serra, facilitar o acesso a serviços e reforçar rotas usadas por produtores, trabalhadores, empresas e visitantes. A Rota do Sol, em especial, tem papel importante na ligação entre Serra e Litoral.
Ao autorizar o início das obras, o Estado avança em uma etapa essencial da reconstrução. Mais do que recuperar rodovias danificadas, a proposta é tornar a infraestrutura mais resistente, preparada para chuvas fortes e capaz de garantir tráfego mais seguro para a população gaúcha.