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Nova lei do salário-paternidade anima pais empregados e trabalhadores avulsos em todo o Brasil

Por Guilherme Silva
09/maio/2026
Em Geral
Nova lei do salário-paternidade anima pais empregados e trabalhadores avulsos em todo o Brasil

Lei garante salário-paternidade e amplia progressivamente a licença para fortalecer o vínculo familiar

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O Governo Federal sancionou a Lei nº 15.371/2026, que traz mudanças profundas na proteção à família. A criação oficial do salário-paternidade como benefício previdenciário garante que pais tenham mais tempo com seus filhos sem prejuízo na remuneração.

Como funciona a ampliação progressiva da licença?

A nova legislação estabelece um cronograma gradual para a extensão do prazo, que atualmente é de apenas cinco dias. O objetivo é permitir que as empresas e a previdência se adaptem financeiramente ao pagamento do salário-paternidade de forma sustentável.

A partir de janeiro de 2027, o período inicial sobe para 10 dias, com aumentos anuais sucessivos até atingir o teto de 20 dias em 2029. Essa escala depende do cumprimento de metas fiscais, mas já representa um avanço histórico para os trabalhadores avulsos e celetistas.

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Créditos: depositphotos.com / gustavomello162.hotmail.com
Carteira de trabalho e notas de dinheiro – Créditos: depositphotos.com / gustavomello162.hotmail.com

Quem tem direito a receber o salário-paternidade?

A proteção foi ampliada para quase todas as categorias de segurados do INSS. Além dos empregados com carteira assinada, a lei agora inclui expressamente os microempreendedores individuais, trabalhadores domésticos, autônomos e segurados especiais.

O benefício também é garantido em casos de adoção ou guarda judicial, assegurando que o vínculo afetivo receba o mesmo amparo legal. A CLT precisou ser alterada para integrar essas novas garantias de estabilidade e repasse financeiro.

Qual o valor do benefício e quem realiza o pagamento?

O salário-paternidade assegura o pagamento integral da remuneração, respeitando o teto do Regime Geral de Previdência Social. Para empregados comuns, a empresa adianta o valor e é reembolsada pelo governo, enquanto para os demais, o INSS paga diretamente.

O teto para o benefício em 2026 está fixado em R$ 8.475,55. Para entender como cada perfil de trabalhador deve proceder para receber o valor, acompanhe a estrutura de pagamentos definida pela nova lei:

A lei garante estabilidade no emprego para o pai?

Sim, a nova norma jurídica preenche uma lacuna importante ao garantir estabilidade provisória ao pai durante todo o período de licença. Isso impede demissões arbitrárias logo após o nascimento ou adoção, fortalecendo a segurança econômica da unidade familiar nesse momento de transição.

Essa proteção é válida para todos os que solicitarem o salário-paternidade formalmente. Segundo o Ministério da Previdência Social, o objetivo é equiparar gradualmente os direitos de cuidado, reconhecendo que a presença paterna é fundamental para o desenvolvimento infantil e para a saúde da mãe.

O que acontece em casos de falecimento da mãe?

A Lei nº 15.371/2026 também prevê situações excepcionais e delicadas, como o óbito da genitora durante o parto. Nesses episódios, o pai tem direito ao afastamento pelo período total que seria destinado à licença-maternidade, acumulando os benefícios.

Para garantir que o processo ocorra sem falhas, o trabalhador deve observar:

  • Apresentar a certidão de nascimento ou termo de adoção ao empregador.
  • Verificar se o cadastro no CadÚnico está atualizado, se for autônomo.
  • Protocolar o pedido via aplicativo Meu INSS para categorias sem vínculo.
  • Respeitar os prazos de aviso prévio à empresa, quando exigido.

Qual o impacto da nova lei para as microempresas?

Para não sobrecarregar os pequenos negócios, o governo estabeleceu que o reembolso do salário-paternidade para micro e pequenas empresas será priorizado. Isso evita que o custo da licença estendida desestimule a contratação de homens em idade reprodutiva.

Com essa política, o Brasil se alinha a recomendações internacionais sobre igualdade de gênero no mercado de trabalho. Ao incentivar que os pais utilizem o salário-paternidade, o Estado promove uma divisão mais justa das tarefas domésticas e garante que a infância brasileira receba todo o amparo necessário desde os primeiros dias de vida.

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